Lewis Hamilton vive uma das grandes histórias da temporada 2026 da Fórmula 1. Depois de enfrentar um período complicado em seu primeiro ano na Ferrari em 2025, o heptacampeão conseguiu se recuperar e agora aparece como o principal perseguidor dos pilotos da Mercedes na classificação.
A transformação chama atenção porque o cenário era completamente diferente há um ano. Em 2025, o britânico atravessava uma fase difícil de adaptação e acumulava resultados abaixo das expectativas, enquanto agora já conquistou sua primeira vitória pela equipe italiana e ocupa a segunda posição no campeonato.
Durante a temporada passada, Hamilton chegou a demonstrar forte frustração com seu desempenho. Após não avançar ao Q3 no GP da Hungria de 2025 e ver Charles Leclerc conquistar a pole position, o piloto fez uma dura autocrítica. Na ocasião, afirmou: “Sou inútil, absolutamente inútil. A equipe não tem problema. Vocês viram que o carro está na pole. Então provavelmente precisamos trocar de piloto”, afirmou na ocasião.
Menos de um ano depois, a situação mudou radicalmente. O britânico voltou a vencer na Fórmula 1 com a Ferrari e passou a ser considerado um dos nomes na disputa pelo título. Atualmente, ele está 41 pontos atrás de Kimi Antonelli, líder da temporada, e também desafia George Russell na luta pelas primeiras posições.
O crescimento de Hamilton chamou a atenção até de Toto Wolff. O chefe da Mercedes admitiu que prefere evitar um duelo direto pelo campeonato contra seu ex-piloto: “Eu preferiria não lutar com ele por um título. Sei do que ele é capaz. Quando sente o cheiro de sangue, ele ataca. Vi isso durante muitos anos e depois é muito difícil pará-lo”, afirmou o dirigente.

Já o chefe da Ferrari, Frédéric Vasseur, atribuiu a recuperação do britânico, à capacidade de resistência demonstrada por ele diante das dificuldades. Segundo o francês, Hamilton enfrentou momentos complicados tanto em sua última temporada na Mercedes quanto em seu primeiro ano em Maranello, mas manteve o comprometimento com o projeto.
“Tem muito a ver com resiliência. Ele passou por momentos difíceis. Spa foi um lugar onde ele estava um pouco abatido no ano passado e ainda construindo sua relação com a equipe. Mesmo assim, manteve a mesma energia no projeto e continuou pressionando a fábrica. Isso faz parte dos resultados que estamos vendo agora”, finalizou Vasseur.
Apesar do destaque recente de Hamilton, Vasseur também demonstrou confiança em Leclerc. O dirigente afirmou estar mais otimista com o desempenho do monegasco do que algumas semanas atrás, destacando que ele voltou a encontrar confiança no carro e apresentou sensações mais positivas durante o final de semana mais recente, mesmo após enfrentar contratempos estratégicos durante a corrida.
