F1: Chefe da Ferrari descarta favoritismo interno e promete apoio igual para os pilotos

O chefe da Ferrari, Frederic Vasseur, rebateu as críticas de que a equipe prejudica suas chances de título por não ter um piloto número 1. Charles Leclerc e Carlos Sainz estão na quarta temporada juntos e já provaram ser uma dupla competitiva.

Diferente da época de hegemonia no início dos anos 2000, quando priorizava Michael Schumacher, a Ferrari adotou uma política de igualdade entre os pilotos, o que se manterá com a chegada de Lewis Hamilton em 2025, pelo menos pelo que foi afirmado até o momento.

Embora a rival Red Bull colha frutos com a clara liderança de Max Verstappen sobre Sergio Perez, Vasseur acredita que a ‘concorrência positiva’ entre Leclerc e Sainz vai impulsionar a Ferrari.

“Tivemos uma rivalidade muito saudável na temporada passada”, disse Vasseur. “Em alguns momentos, Charles se saiu melhor, em outros, Carlos. Na recuperação da equipe, ambos tiveram papel importante. Precisamos dessa concorrência saudável e estamos no caminho certo.”

Vasseur lembra que a Ferrari teve um início difícil na temporada 2023 da Fórmula 1 com um carro instável, mas os pilotos ajudaram na recuperação com a chegada da versão revisada que conquistou alguns pódios, além da vitória de Sainz no GP de Singapura.

“Sempre tivemos uma boa relação entre eles”, afirmou o chefe da equipe. “Não quero que sejam melhores amigos, mas que trabalhem pelo interesse da Ferrari, da maneira certa e com a mentalidade certa. Fizeram um bom trabalho ao longo da temporada, e essa relação também foi fundamental para a nossa recuperação.”

Vasseur admite que a estratégia poderia mudar se um dos pilotos abrisse vantagem considerável. “Sempre tivemos uma estratégia clara de oferecer as mesmas ferramentas para ambos. Precisamos disso para desenvolver a equipe e evoluir. Confio neles. Se um deles estiver na luta pelo título, a abordagem irá mudar, mas até lá, daremos o mesmo suporte a ambos”, encerrou Vasseur.