Gabriel Bortoleto avaliou que o chassi da Audi poderia disputar as primeiras posições na Fórmula 1, se a equipe tivesse uma unidade de potência mais competitiva, mas a declaração recebeu uma resposta cautelosa de Allan McNish. O chefe da equipe afirmou que não faz sentido analisar separadamente o chassi e o motor, destacando que o desempenho depende do conjunto completo.
Durante o final de semana do GP da Áustria, Bortoleto afirmou que o R26 poderia brigar pelo top 3, caso tivesse velocidade de reta semelhante à de Mercedes e Red Bull Racing. A Audi utiliza sua primeira unidade de potência própria desenvolvida para a Fórmula 1 e já reconheceu que esse é um dos principais pontos a serem evoluídos.
Após a sessão de classificação, o brasileiro explicou por que acredita que o carro tem potencial maior do que os resultados indicam: “Se tivéssemos a mesma velocidade de reta da Mercedes ou da Red Bull, estaríamos brigando pelo top 3. Vocês têm acesso aos dados de GPS e podem comparar as curvas na sessão de classificação. Somos muito rápidos em todas as curvas e perdemos muito nas retas”, afirmou.
Bortoleto também destacou que o carro ainda precisa evoluir em diversos aspectos, mas acredita que a diferença atual está concentrada principalmente nas retas: “Não me entendam mal, ainda precisamos melhorar nosso carro, e estamos fazendo isso. Mas acho que poderíamos estar brigando facilmente lá na frente. Perdemos muito nas retas, mas infelizmente essa é a realidade neste momento”, acrescentou.

Ao ser questionado sobre a avaliação do piloto brasileiro, McNish reconheceu os pontos fortes do R26, mas descartou a possibilidade de colocá-lo entre os melhores do grid, apenas com base no chassi: “Acho que os números mostram claramente onde estamos nas curvas de média e alta velocidade, e somos muito bons. Ainda podemos melhorar um pouco nas curvas de baixa velocidade e em outros detalhes, mas eu não diria que estamos no nível do top 3 ou top 4”, disse ele.
O dirigente explicou que o desempenho do carro não pode ser dividido entre chassi e unidade de potência. Segundo ele, ambos trabalham em conjunto e precisam ser avaliados como um único projeto.
“É um carro e uma unidade de potência, e isso é o mais importante. Separá-los pode funcionar na teoria, mas na prática, você precisa da unidade de potência para que o carro percorra as curvas tão bem quanto o chassi permite. É um pacote completo, e é assim que analisamos nosso desempenho. O piloto também faz parte desse pacote. Na realidade, é aí que estamos”, finalizou McNish.
