F1: Chandhok faz alerta sobre falta de definição do engenheiro de Hamilton

Lewis Hamilton inicia a temporada 2026 da Fórmula 1, com o objetivo de deixar para trás um ano difícil em sua estreia na Ferrari em 2025. No entanto, o piloto britânico já enfrenta uma nova situação que levanta preocupações, especialmente em relação à falta de um engenheiro de corrida permanente para acompanhá-lo este ano. A equipe de Maranello confirmou que Riccardo Adami, que trabalhou com Hamilton em 2025, não será mais seu engenheiro de corrida em 2026, mas ainda não anunciou quem ocupará essa função.

O ex-piloto de F1, Karun Chandhok, expressou preocupações sobre essa situação, destacando que a relação entre piloto e engenheiro de corrida é fundamental para o sucesso nas pistas. Durante os testes em Barcelona, Bryan Bozzi, engenheiro de Charles Leclerc, foi o responsável por comandar o carro de Hamilton, o que gerou confusão para Chandhok.

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“Isso me confunde, para ser honesto. A relação entre o piloto e o engenheiro de corrida é tão, tão importante. Quando um está reclamando sobre algo, o outro já consegue terminar a frase e dizer: ‘Vamos fazer isso’,” afirmou Chandhok, destacando a importância do entrosamento entre as duas partes.

Hamilton e Adami enfrentaram várias dificuldades na comunicação durante a temporada de 2025, com o piloto demonstrando frustração em alguns momentos devido a problemas de interação. Chandhok sugere que Ferrari deveria ter aproveitado o período de janeiro para permitir que Hamilton e um novo engenheiro criassem uma boa dinâmica, seja com sessões de simulador ou testes com carros anteriores, algo que poderia ter acontecido antes do início dos testes oficiais.

F1: Chandhok faz alerta sobre falta de definição do engenheiro de Hamilton
Foto: Florent Gooden / DPPI

“Eles (Ferrari) não criaram uma situação em que Lewis está construindo essa relação durante o intervalo entre as temporadas. Eu teria adorado ver ele fazendo dias de simulador ou testando um carro antigo, para se conectar com um novo engenheiro de corrida”, acrescentou.

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Chandhok também destacou a necessidade de integrar o novo engenheiro ao conjunto da equipe de engenharia da Ferrari, de modo que todos possam trabalhar em conjunto, mesmo quando o piloto não está presente: “Você precisa integrar essa pessoa ao setup de engenharia da equipe de corrida. Eles têm que trabalhar no ambiente com outros engenheiros quando o piloto não está por perto”, encerrou o ex-piloto.

Para o heptacampeão, que busca uma temporada mais positiva com a Ferrari, a falta de um engenheiro já definido ao seu lado, pode ser um desafio adicional a ser superado em um ano crucial para sua carreira na Fórmula 1.