F1: CEO da McLaren teme aumento da parceria entre Red Bull e AlphaTauri

A McLaren está expressando sérias preocupações com o aumento da colaboração entre Red Bull e AlphaTauri na temporada 2024 da Fórmula 1. O CEO da equipe, Zak Brown teme que os times estejam explorando as brechas do regulamento para compartilhar informações técnicas e obter vantagens indevidas.

“Temos grandes preocupações com a aliança entre AlphaTauri e Red Bull. Acho que isso é algo que precisa ser abordado no futuro”, disse Brown ao Motorsport.com.

A McLaren argumenta que, mesmo que a Red Bull esteja cumprindo as regras à risca, a própria existência de duas equipes sob o mesmo comando, cria um cenário desigual e potencialmente injusto. Afinal, essa situação não existe em nenhum outro grande esporte.

“São duas equipes com propriedade comum, algo que você não vê em outros esportes. Isso poderia beneficiar a Red Bull de ​​várias maneiras. Há uma razão para eles estarem transferindo muitos de seus funcionários da Itália”, afirmou Brown.

O principal motivo de preocupação para a McLaren é o fluxo de informações e recursos entre as duas equipes. A transferência de funcionários da AlphaTauri para a Red Bull, especialmente para o departamento de aerodinâmica, levanta suspeitas sobre o compartilhamento de conhecimento técnico confidencial.

Além disso, o fato de a AlphaTauri ter introduzido atualizações durante a temporada, que beneficiaram principalmente a Red Bull nas curvas de baixa velocidade, onde o RB19 era considerado mais fraco, só aumenta o temor de que haja uma troca ilegal de informações entre as equipes.

“Pode ser que informações da AlphaTauri ou atualizações estejam chegando à Red Bull? Cabe à FIA impedir isso, mas não estou totalmente confiante de que a aliança técnica esteja dentro do permitido”, finalizou Brown.

A FIA, o órgão regulador da Fórmula 1, já declarou que está monitorando ativamente a colaboração entre Red Bull e AlphaTauri e tomará as medidas necessárias caso detectar qualquer infração às regras. No entanto, a McLaren e outras equipes continuam a pressionar por um controle mais rigoroso e por novas medidas que impeçam esse tipo de parceria de gerar vantagens injustas para qualquer time.