F1: Cadillac de Bottas teve comportamento estranho antes de batida no Azerbaijão

O GP do Azerbaijão deixou Valtteri Bottas com mais perguntas do que respostas. O piloto da Cadillac explicou que sua batida na última volta, na Curva 15, pode ter sido consequência de uma série de problemas nos sistemas do carro, e não apenas de um erro de pilotagem.

Bottas havia travado as rodas na Curva 1 e, a partir daquele momento, percebeu um comportamento cada vez mais estranho do Cadillac. Segundo o finlandês, o incidente parece ter provocado uma reação em cadeia que deixou os sistemas do carro “confusos” justamente quando ele se aproximava do trecho final do circuito.

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“Foi bem estranho. Na mesma volta em que saí na curva um, fui largo. Então acho que o sistema ficou um pouco confuso. Tive um enorme super-clip, e então, quando pisei nos freios, só os freios dianteiros funcionavam, quase como se eu não estivesse mais recuperando energia com as rodas traseiras. Temos muito a analisar antes da próxima semana, pois foi um pouco estranho”, comentou ele com a imprensa.

Valtteri Bottas (FIN) Cadillac Formula 1 Team MAC-26.
Foto: XPB Images

O acidente ainda gerou outro ponto de discussão em Baku: a decisão dos comissários da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) de não neutralizar a corrida. Mesmo com o Cadillac parado nas barreiras da Curva 15, o controle de prova não acionou nem o Safety Car físico, nem o virtual.

A alternativa adotada foi a utilização de bandeiras amarelas duplas no setor do incidente. Com isso, os pilotos foram alertados sobre a presença do carro de Bottas, mas os líderes puderam continuar em ritmo de corrida e seguir em direção à bandeira quadriculada.

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A FIA considerou que as bandeiras amarelas duplas ofereciam proteção suficiente para a situação e manteve a prova em andamento até o final. A escolha acabou tendo impacto direto na disputa pela vitória, já que George Russell e Max Verstappen continuaram separados por poucos décimos nos metros finais.

Sem uma neutralização, os dois puderam disputar a vitória até a bandeirada. Russell conseguiu segurar Verstappen e cruzou a linha de chegada apenas 0s196 à frente do rival.