O GP do Azerbaijão deixou Valtteri Bottas com mais perguntas do que respostas. O piloto da Cadillac explicou que sua batida na última volta, na Curva 15, pode ter sido consequência de uma série de problemas nos sistemas do carro, e não apenas de um erro de pilotagem.
Bottas havia travado as rodas na Curva 1 e, a partir daquele momento, percebeu um comportamento cada vez mais estranho do Cadillac. Segundo o finlandês, o incidente parece ter provocado uma reação em cadeia que deixou os sistemas do carro “confusos” justamente quando ele se aproximava do trecho final do circuito.
“Foi bem estranho. Na mesma volta em que saí na curva um, fui largo. Então acho que o sistema ficou um pouco confuso. Tive um enorme super-clip, e então, quando pisei nos freios, só os freios dianteiros funcionavam, quase como se eu não estivesse mais recuperando energia com as rodas traseiras. Temos muito a analisar antes da próxima semana, pois foi um pouco estranho”, comentou ele com a imprensa.

O acidente ainda gerou outro ponto de discussão em Baku: a decisão dos comissários da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) de não neutralizar a corrida. Mesmo com o Cadillac parado nas barreiras da Curva 15, o controle de prova não acionou nem o Safety Car físico, nem o virtual.
A alternativa adotada foi a utilização de bandeiras amarelas duplas no setor do incidente. Com isso, os pilotos foram alertados sobre a presença do carro de Bottas, mas os líderes puderam continuar em ritmo de corrida e seguir em direção à bandeira quadriculada.
A FIA considerou que as bandeiras amarelas duplas ofereciam proteção suficiente para a situação e manteve a prova em andamento até o final. A escolha acabou tendo impacto direto na disputa pela vitória, já que George Russell e Max Verstappen continuaram separados por poucos décimos nos metros finais.
Sem uma neutralização, os dois puderam disputar a vitória até a bandeirada. Russell conseguiu segurar Verstappen e cruzou a linha de chegada apenas 0s196 à frente do rival.
