F1: Budowski fala qual é “primeira prioridade” após assumir comando da Cadillac

Marcin Budkowski, novo chefe da Cadillac na Fórmula 1, pontuou qual será sua primeira prioridade após se juntar ao time substituindo Graeme Lowdon.

Lowdon, que começou a temporada 2026 como o líder do time americano e responsável pelo lançamento da equipe, foi demitido pelo CEO Dan Towriss no último dia 12 de agosto, com o ex-chefe técnico da Alpine assumindo a vaga.

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Com 11 etapas disputadas até o momento, a Cadillac ainda não conseguiu somar nenhum ponto, enfrentando problemas de confiabilidade e questões como superaquecimento dos freios. Agora, Budowski afirmou que sua primeira missão é ouvir e observar na fábrica para identificar  as questões.

“Minha primeira prioridade será ouvir, honestamente, ouvir e observar na fábrica, pois preciso conhecer as pessoas. Preciso entender como elas trabalham, como colaboram entre si e como os diversos indivíduos e departamentos interagem. Mas, com base na minha experiência na F1, sei que quando uma equipe enfrenta problemas de confiabilidade, como aconteceu com a Cadillac na primeira metade da temporada, existe um grande risco de criar uma desconexão entre as operações de pista e a fábrica; e essa ligação precisa ser muito sólida em qualquer equipe de Fórmula 1”, disse.

Sergio Perez (MEX) Cadillac Formula 1 Team MAC-26 in the pits.
Foto: XPB Images

“Esse vínculo precisa ser muito forte; por isso, dividirei minha primeira semana entre a fábrica e a pista em Zandvoort, pois quero ver ambos os lados da equipe e como eles trabalham em conjunto. Acredito que essas serão as prioridades de curto prazo: ouvir, observar e garantir que as duas partes funcionem como uma única equipe”, seguiu.

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“Quando temos 24 corridas, o pessoal da fábrica e o da pista não se veem com frequência, e isso muitas vezes gera problemas. Quando a F1 tinha 16 corridas e equipes muito menores, as pessoas passavam bastante tempo juntas na fábrica. Hoje em dia não é mais assim, e acho que essa conexão é fundamental, especialmente a curto prazo.”

“Quanto às corridas que ainda restam nesta temporada — e são várias —, o foco será analisar a fundo a organização, os processos e as ferramentas: o que já temos, o que estamos construindo e do que precisamos. Acredito que a General Motors tem muito a oferecer, pois possui uma vasta expertise técnica e recursos que, ao que parece, ainda não foram totalmente aproveitados”, acrescentou.

“Acho que, compreensivelmente, estamos falando de uma equipe que teve apenas alguns meses para ser criada do zero, montar um carro de corrida e ir para a pista competir. Há muita expertise técnica nos EUA. Afinal, eles estão enviando espaçonaves a Marte. Mas acredito que ainda há muito mais a ser aproveitado do lado americano. Não será algo imediato; levará algum tempo. No entanto, acho que seria insensatez não levar em conta o talento e a expertise técnica que temos do outro lado do Atlântico também”, encerrou.