Flavio Briatore criticou a Corte Internacional de Apelação da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) após a decisão que restabeleceu as duas penalidades de cinco segundos aplicadas a Pierre Gasly por excesso de velocidade no pitlane durante o GP de Mônaco, anunciada nesta sexta-feira (4). O chefe da Alpine questionou a independência de um dos quatro juízes do painel e apontou uma suposta ligação com a McLaren.
Gasly havia terminado em terceiro, mas caiu para sétimo após as punições. A Alpine conseguiu inicialmente anulá-las ao comprovar um erro na medição do pitlane. Porém, McLaren e Red Bull recorreram, e as penalidades foram restabelecidas. Com isso, Isack Hadjar é o terceiro colocado da prova.
Na coletiva dos chefes de equipe da FIA durante o GP da Itália nesta sexta-feira, Briatore afirmou: “Primeiro, aceitamos a decisão, mas o que é muito estranho é que, dos quatro juízes do painel, um deles age como um promotor.”

O dirigente alegou ter encontrado uma fotografia do juiz discursando para a McLaren em 2018, na McLaren Special Operations (MSO), em Beverly Hills, e citou ainda a One Drop Foundation, que recebeu um carro da equipe. “Um dos juízes estava ligado a uma equipe que nos contestava.”
Briatore também afirmou que o magistrado foi “muito hostil durante a audiência” e reforçou sua principal preocupação: “Nossa grande pergunta é esta: por que alguém com envolvimento com a McLaren fez parte do painel neste caso?”
Apesar das críticas, o chefe da Alpine disse aceitar o resultado e defendeu apenas uma mudança na composição dos painéis: “Aceitamos o resultado da audiência. O que foi muito decepcionante foi descobrir que um dos juízes tem um relacionamento muito bom com a McLaren, uma relação de trabalho, algo assim.”
“O painel deveria ser completamente independente, e você não precisa de alguém ligado a alguma equipe, especialmente a equipe envolvida conosco nessa situação. Só isso. Nada mais. Agora vamos ver. Pensaremos no que podemos fazer a seguir”, finalizou o italiano.
