F1: Bottas dá detalhes de pedalada entre Malásia e Singapura: “Parte mais intensa foi à noite”

Valtteri Bottas deu mais detalhes sobre sua aventura em cima de uma bicicleta viajando da Malásia para Singapura, palco da etapa desta semana da temporada 2026 da Fórmula 1.

Após o GP do Bahrein na Malásia, o competidor optou por pedalar de um país para o outro, ao invés de pegar um avião. No primeiro dia, percorreu 56 quilômetros da pista até Port Dickson; depois, segunda e terça-feira, foram mais 322 andados, chegando em Johor Bahru. A jornada se encerrou na quarta-feira, 7, após pedalar mais 40km e chegar em Singapura.

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“Obviamente, eu não faria isso se soubesse que prejudicaria meu desempenho. A quantidade de suor naqueles dias foi impressionante. Mas, sem dúvida, a gente acaba se acostumando com o calor. Então, isso pode me ajudar, espero que um pouco. Acho que a Tiffany [companheira de Valtteri] mencionou isso como uma brincadeira: ‘Ei, você poderia simplesmente ir pedalando de lá; não é tão longe'”, disse.

“Aí pensei: ‘Hum, talvez eu consiga’. Obviamente, tive que verificar a distância, as condições das estradas e os tempos de percurso, e então montei um plano sólido para cada dia. Todas as rotas foram planejadas. Também programei os dois dias de maior esforço para segunda e terça-feira, para que não ficassem muito próximos do fim de semana da corrida”, seguiu.

“Se eu fizesse um treino pesado na quarta-feira, por exemplo, isso já poderia comprometer minha sexta-feira em termos de recuperação. Ontem acabou sendo um pedal curto, de recuperação. Hoje posso ter um dia mais leve.”

O caminho que o titular da Cadillac na F1 percorreu passou por algumas áreas bastante escuras e de floresta, adicionando um desafio mental. “Vi algumas cobras, o que me deixou um pouco preocupado, mas, na verdade, elas estavam bem tranquilas. Estavam apenas seguindo a vida delas”, falou.

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“Vi uma cobra e uma píton atravessando o caminho bem na minha frente. Vi também alguns daqueles lagartos grandes que a gente vê aqui [em Singapura]; um deles estava no meio da trilha. Tive que saltar por cima dele com a bicicleta, porque só o vi no último instante. Fui perseguido por um cachorro e fiquei preso atrás de um grupo de vacas em uma trilha estreita.”

“Por fim, elas saíram do caminho. A parte mais intensa foi pedalar à noite na selva. Com o barulho lá dentro, a mente começa a pregar peças. ‘O que tem lá fora? Quem sabe o que tem lá fora?’ Mas aí você só precisa seguir em frente e continuar. Pedalar com as luzes acesas à noite… essa foi, provavelmente, a parte mais épica na floresta”, completou.

Por fim, disse que “houve alguns trechos em estradas, mas, sempre que possível, o percurso foi fora da estrada. Até mesmo os moradores locais e os motoristas foram muito gentis. Eles sempre deixavam bastante espaço. Quando a notícia de que eu estava realmente fazendo isso começou a se espalhar, alguns moradores me reconheceram e torceram por mim; foi muito legal.”