Após o GP da Áustria no último final de semana, Oliver Bearman fez um alerta sobre o momento da Haas na Fórmula 1. Depois de terminar apenas na 14ª posição, o britânico afirmou que a equipe corre o risco de ficar para trás no desenvolvimento do carro, enquanto os principais concorrentes do pelotão intermediário seguem evoluindo em ritmo mais acelerado.
O resultado reforçou a preocupação do piloto com a perda de competitividade da Haas diante de equipes como Racing Bulls, Alpine e Audi. No campeonato de construtores, o time ocupa a sétima posição e está 23 pontos atrás da Racing Bulls.
Bearman iniciou sua segunda temporada na Fórmula 1 de forma promissora, marcando pontos nas etapas da Austrália e da China. No entanto, nas seis corridas seguintes, conseguiu apenas mais um ponto, obtido com o décimo lugar no GP do Canadá, e atualmente ocupa a 11ª colocação no campeonato de pilotos.
Na Áustria, as dificuldades ficaram evidentes. Bearman e seu companheiro de equipe, Esteban Ocon, terminaram atrás dos dois carros da Alpine, da Racing Bulls e também da Audi. Para o britânico, o desempenho visto em Spielberg apenas confirmou uma tendência observada nas últimas provas.
“É onde estamos. Acho que as diferenças mudam dependendo da pista, dependendo do comprimento das retas. Aqui talvez estivéssemos um pouco mais distantes, mas em Barcelona foi parecido. Na corrida anterior, em Mônaco, também foi semelhante. Esse é o nosso ritmo. Infelizmente, temos trabalho a fazer”, afirmou.
Questionado sobre a perda de desempenho em relação aos concorrentes, Bearman foi direto ao apontar a causa: “Eles trouxeram mais atualizações, e atualizações mais eficientes também. Deram um grande passo à frente e nós não. É isso”, disse ele, atribuindo a diferença ao desenvolvimento mais eficaz das equipes adversárias.

O britânico também detalhou os principais problemas enfrentados pela Haas na Áustria. Segundo ele, o VF-26 sofreu com falta de tração desde a largada e apresenta deficiência de carga aerodinâmica, especialmente na traseira: “É carga aerodinâmica no geral, mas principalmente na traseira. Sofremos muito na entrada das curvas, então precisamos usar um acerto aerodinâmico bem baixo para conseguir sobreviver. Na saída das curvas também enfrentamos muitas dificuldades com a traseira, então a tração no início da corrida foi um pesadelo. As curvas de alta velocidade foram um pesadelo, as saídas de curva também, então foi muito difícil preservar os pneus e manter o ritmo”, concluiu.
Apesar do cenário preocupante, a Haas ainda tem motivos para acreditar em uma reação. A equipe ainda não utilizou a versão atualizada da unidade de potência da Ferrari, estreada pela equipe italiana na Áustria, e também trabalha em novas atualizações para o VF-26.
