Oliver Bearman reconheceu que o GP da Áustria expôs de forma contundente, as dificuldades enfrentadas pela Haas na temporada 2026 da Fórmula 1. O britânico classificou o desempenho da equipe em Spielberg como ‘um soco na cara’, ao perceber que, mesmo com um carro equilibrado, o ritmo não foi suficiente para disputar pontos.
Bearman afirmou que o VF-26 apresentou seu melhor comportamento do ano durante o fim de semana austríaco. Ainda assim, conseguiu apenas o 13º lugar no grid de largada e cruzou a linha de chegada em 14º, resultado que evidenciou a perda de competitividade da equipe em relação aos concorrentes do pelotão intermediário.
O jovem piloto comparou a situação com a etapa anterior, em Barcelona, quando o carro tinha um acerto mais difícil, mas ainda demonstrava potencial para um resultado melhor. Para ele, enfrentar problemas de equilíbrio sabendo que havia desempenho disponível, era uma situação mais animadora do que extrair o máximo do carro e descobrir que isso ainda não era suficiente.
“Comparado ao fim de semana anterior, foi uma pena. Você consegue aceitar ser o oitavo carro mais rápido quando está muito insatisfeito com o equilíbrio e pensa que não otimizou tudo, mas na semana passada, fizemos tudo da melhor forma e continuamos sendo o oitavo carro mais rápido. Isso foi muito difícil de aceitar”, afirmou.

O britânico destacou que a Haas até terminou uma posição acima do que o desempenho permitia, mas permaneceu distante da zona de pontuação: “Nem chegamos perto dos pontos e quase levamos uma volta da Racing Bulls. Então, para ser honesto, Spielberg foi um soco na cara. Em Barcelona tínhamos um equilíbrio muito ruim, mas um ritmo de corrida relativamente competitivo. Lá entendemos o que estava faltando para lutar pelos pontos. Já a Áustria foi um fim de semana muito duro e um choque de realidade”, disse ele.
Questionado sobre as conclusões da equipe após a corrida, Bearman foi direto ao afirmar que o principal problema está no desenvolvimento do carro: “Não há respostas. A resposta é que fomos superados pelos nossos concorrentes no desenvolvimento. Não deixamos desempenho na mesa na Áustria, simplesmente não levamos tantas melhorias ao carro desde a primeira etapa quanto os outros, e isso ficou muito claro no último fim de semana”, acrescentou.
Apesar do cenário, Bearman acredita que a situação pode melhorar com a chegada de novas atualizações. Segundo ele, a Haas introduziu apenas uma grande evolução no VF-26 até agora, enquanto as equipes rivais apresentaram muito mais novidades: “Ainda temos desempenho para acrescentar ao carro. Estamos um pouco fora de sintonia com os outros. Se você traz uma atualização e seus concorrentes trazem três, é normal que eles acabem ultrapassando você, especialmente no início de um novo regulamento, quando cada pacote pode mudar significativamente a competitividade”, completou.
