Max Verstappen e Carlos Sainz, que já manifestaram suas opiniões, não são os únicos preocupados com o encerramento da temporada no Catar e em Abu Dhabi. Segundo a BBC Sport, diversas figuras importantes da Fórmula 1 compartilham, em conversas privadas, receios sobre a realização das duas etapas no Oriente Médio.
As preocupações ganharam força nos bastidores mesmo após a F1 pedir, durante o final de semana do GP do México, que equipes e pilotos evitassem críticas públicas sobre o tema. De acordo com a reportagem da BBC, o silêncio público não significa que exista concordância dentro do paddock.
O jornalista Andrew Benson afirmou que há uma preocupação disseminada na categoria e que dirigentes de alto escalão discutem, reservadamente, o que um deles descreveu como o ‘pior cenário’.
Segundo Benson, o temor não está necessariamente ligado a um ataque direto aos circuitos. A preocupação seria uma escalada repentina da situação regional depois que o paddock já estivesse no Oriente Médio, criando dificuldades para a saída de pilotos, equipes e demais profissionais.
“Imagine que a situação permaneça tranquila, e então, os mísseis voltem a voar quando a categoria já estiver no Oriente Médio. Se isso significar que as pessoas fiquem presas lá e não consigam sair, sem falar em pessoas feridas ou até mortas, as consequências para a imagem da Fórmula 1 seriam enormes”, afirmou Benson.

O GP do Catar, em Lusail, está programado para os dias 27 a 29 de novembro, antes da etapa de Abu Dhabi, marcada para 04 a 06 de dezembro. O deslocamento de todo o paddock e dos equipamentos após o GP de Las Vegas, também é um fator relevante, já que um eventual fechamento do espaço aéreo poderia obrigar a F1 a rever seus planos de forma imediata.
A Fórmula 1, por sua vez, afirma possuir planos completos de evacuação para todos os GPs e informou que apresentou às onze equipes os procedimentos previstos para uma saída rápida do Catar ou de Abu Dhabi. A categoria também considera que não está ignorando as preocupações, enquanto os governos anfitriões sustentam que não há riscos significativos e o governo do Reino Unido não desaconselha viagens aos dois países.
Verstappen, que já havia manifestado preocupação, mantém sua posição condicionada à evolução da situação: “Também depende um pouco do que eles podem garantir em termos de segurança e do que irá acontecer nas próximas semanas”, afirmou no México.
Por enquanto, as duas corridas seguem agendadas, com a F1 acompanhando a situação na região. A BBC informou ainda que Ímola está sendo preparada como alternativa caso a rodada dupla no Oriente Médio não possa acontecer.
