F1: Audi recorre à FIA no caso de Tsunoda e quer ponto para Bortoleto em Monza

O resultado de Gabriel Bortoleto no GP da Itália de Fórmula 1, ainda pode sofrer uma mudança importante. A Audi decidiu levar adiante o recurso contra a decisão que livrou Yuki Tsunoda de uma penalidade, após o episódio que provocou uma volta de formação adicional na corrida em Monza.

Bortoleto cruzou a linha de chegada em 11º, apenas uma posição atrás do piloto da Racing Bulls. Se a contestação da Audi for aceita e Tsunoda receber trinta segundos de punição, o brasileiro passará a ocupar o décimo lugar e conquistará um ponto na corrida italiana.

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A controvérsia começou antes mesmo da largada. Rui Marques, diretor de prova, entendeu que o carro de Tsunoda estava posicionado de maneira inadequada no grid, inclinado na direção do muro dos boxes, depois que o piloto japonês errou o lado que deveria parar no grid de largada e ficou ‘torto’ quando foi para a posição correta, e determinou que os pilotos realizassem uma volta de formação extra.

Yuki Tsunoda (JPN) Racing Bulls Formula One Team VCARB 03 Reserve Driver.
Foto: XPB Images

Com isso, a discussão passou então para a aplicação do artigo B5.9.4 do regulamento esportivo de 2026. A regra prevê que o piloto responsável por uma volta de formação adicional, deve retornar aos boxes e iniciar a prova a partir do pit lane.

A Racing Bulls apresentou uma interpretação diferente. A equipe afirmou que Tsunoda não havia deixado sua posição no grid e que sua colocação não havia causado prejuízo aos demais pilotos. Também destacou que não recebeu da direção de prova a informação de que o japonês havia sido considerado responsável pela volta extra, motivo pelo qual não o instruiu a largar do pit lane.

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Os comissários aceitaram os argumentos e não aplicaram a penalidade. A Audi, porém, considera que a consequência prevista no regulamento é clara para o piloto que provoca uma volta de formação adicional.

Segundo informações do Motorsport.com, a fabricante alemã comunicou inicialmente à FIA que pretendia recorrer e utilizou o período de 96 horas disponível para avaliar o regulamento e preparar sua contestação. A Audi decidiu formalizar o recurso antes do fim do prazo. Ainda não há uma data definida para a audiência, que também poderá servir para buscar uma interpretação mais precisa da regra em casos futuros.