O GP da Bélgica de Fórmula 1 é mais uma corrida com forte pressão sobre a Aston Martin, e com uma previsão nada animadora para Spa-Francorchamps. Lance Stroll acredita que a etapa belga pode representar o ponto mais baixo da temporada para a equipe britânica, que deposita suas esperanças em um grande pacote de atualizações previsto para a Hungria.
Depois de nove etapas marcadas por problemas de desempenho e confiabilidade, o time vê o próximo fim de semana como um obstáculo difícil de superar. O circuito belga, conhecido por exigir eficiência energética e velocidade em reta, expõe justamente algumas das principais limitações do carro de 2026.
Os problemas da Aston Martin começaram ainda na abertura do campeonato, na Austrália, quando fortes vibrações na unidade de potência Honda comprometeram o início do ano da equipe. Embora a situação tenha sido controlada, os resultados seguem muito abaixo do esperado, com apenas um ponto conquistado até aqui, enquanto a equipe também tem enfrentado dificuldades diante da estreante Cadillac.
No GP da Inglaterra, o cenário foi especialmente complicado, com Fernando Alonso e Stroll terminando nas últimas posições entre os carros que receberam a bandeirada. Diante desse panorama, o canadense não escondeu o pessimismo para a corrida em Spa.
“Sabemos que Spa será realmente muito difícil e provavelmente o pior circuito do ano para nós. Deve ser uma corrida muito complicada, e esperamos que Budapeste represente um grande ganho de desempenho. Precisamos ser pacientes até que as atualizações cheguem. Esperamos que tragam muito desempenho”, afirmou Stroll.
A expectativa da equipe está concentrada no GP da Hungria, onde será introduzida uma aguardada atualização de chassi. Diferentemente de um desenvolvimento gradual ao longo do campeonato, a Aston Martin optou por concentrar seus esforços em um pacote mais robusto, na tentativa de mudar o rumo da temporada.

Novas evoluções relacionadas à unidade de potência, também estão previstas para depois das férias de agosto. Segundo Shintaro Orihara, gerente-geral de pista e engenheiro-chefe da Honda, restam apenas ‘mais duas corridas’ para a utilização da especificação atual do motor.
Alonso, por sua vez, destacou que as mudanças previstas para a Hungria precisam representar apenas o início de uma reconstrução mais ampla: “Os torcedores querem ver a Aston Martin vencendo corridas e disputando campeonatos. Não vamos vencer corridas este ano. Esse é apenas o primeiro passo do plano, não pode ser o último”, concluiu o espanhol, destacando que a equipe precisa compreender e corrigir as fraquezas aerodinâmicas do carro para construir uma base sólida para 2027.
