A Aston Martin reconheceu a preocupação de funcionários e familiares com as próximas etapas da Fórmula 1 no Catar e em Abu Dhabi, diante da incerteza provocada pelo conflito no Oriente Médio. Mike Krack, diretor do time britânico, afirmou que a equipe tenta tranquilizar seu pessoal, mas admitiu ser impossível oferecer garantias completas sobre o cenário.
Segundo o chefe de operações de pista da Aston Martin, a situação vai além da organização logística das corridas e afeta diretamente as pessoas que precisarão viajar para as etapas finais da temporada.
“Há perguntas dentro da equipe porque, afinal, existem famílias. Elas estão fazendo perguntas. É um assunto difícil, e quanto mais tranquilidade pudermos oferecer, melhor. Mas nem sempre é possível dar 100% de garantia, porque muitas vezes nós mesmos não sabemos o que vai acontecer”, afirmou Krack.
O dirigente também foi questionado sobre uma reportagem da agência iraniana Fars, que divulgou uma lista de possíveis alvos de retaliação caso Estados Unidos e Israel realizem novos ataques contra o Irã. Entre os locais citados estariam hotéis utilizados por equipes da Fórmula 1 e da MotoGP durante os finais de semana de corrida.

Krack explicou que esse tipo de informação aumenta naturalmente a apreensão entre os envolvidos: “As pessoas leem isso e a primeira coisa que fazem é verificar: ‘Meu hotel está nessa lista?’, mas no fim, isso realmente importa? Porque pode mudar a qualquer momento”, disse ele.
Apesar da incerteza, Krack demonstrou confiança de que a Fórmula 1 não realizará as corridas caso exista um risco sério para a segurança. Para ele, a categoria dispõe de informações mais completas sobre a situação e saberá tomar a decisão correta.
“Estamos realmente convencidos de que a F1 não vai assumir nenhum risco desnecessário. Eles estão cientes da situação e têm informações muito melhores do que nós. Acho que, se houver um risco sério, tomarão a decisão correta”, acrescentou.
Krack disse ainda, que a situação continua sendo avaliada e que a categoria provavelmente trabalha com prazos internos para definir os próximos passos: “Precisamos dar tempo para que façam isso, mas eu ficaria muito surpreso se assumissem riscos”, completou.
