Fernando Alonso não espera que a Aston Martin tenha vida fácil na corrida em Sepang, apesar de uma sessão de classificação acima das expectativas. O espanhol vai largar em 12º no GP do Bahrein de Fórmula 1 na Malásia.
O resultado marcou a primeira vez em 2026 que os dois carros da Aston Martin avançaram juntos para o Q2. Lance Stroll terminou em 14º, mas Alonso destacou que o desempenho não deve ser interpretado como sinal de que a equipe passou a ter ritmo suficiente para disputar pontos com os adversários mais rápidos.
Questionado sobre a possibilidade de terminar a prova na zona de pontuação, Alonso foi direto: “Eu diria que não”. O bicampeão afirmou que o cenário geral da temporada exige cautela e pediu para a equipe ‘manter os pés no chão’, ressaltando que alguns carros competitivos largarão atrás devido a penalidades de grid.

A principal preocupação está no início da corrida. Alonso explicou que a Aston Martin pode perder posições nas retas diante dos concorrentes, e sem velocidade suficiente para recuperar o terreno, acabar comprometendo também os pneus. Por isso, classificou como ‘um milagre’ a equipe estar brigando com carros que considera muito mais rápidos.
Por outro lado, a degradação dos pneus não tem sido apontada como um grande problema para a Aston Martin na atual temporada, algo que poderia representar uma oportunidade nas condições quentes de Sepang. Ainda assim, Alonso avaliou que tudo dependerá de como os carros conseguirão atravessar as primeiras voltas sem serem ultrapassados.
Segundo o espanhol, largar à frente dos adversários e abrir vantagem permitiria administrar melhor os pneus e realizar uma corrida mais limpa. Caso perca posições nas primeiras retas e fique preso atrás de carros mais velozes, porém, a situação ficará bastante comprometida. Mesmo diante desse cenário, Alonso destacou a diferença entre partir em 12º e estar no fim do grid: “Vamos tentar aproveitar”, completou.
