Alan Jones, responsável pelo primeiro título de pilotos na história da Williams na Fórmula 1, faleceu ontem aos 80 anos. A família anunciou na quarta-feira, 04 de novembro, que o ex-piloto enfrentou uma curta doença.
O falecimento do campeão de 1980 na F1, provocou homenagens na Austrália e no automobilismo internacional, encerrando a trajetória de um dos nomes centrais na transformação da Williams em uma equipe vencedora de campeonatos.
A equipe britânica destacou a importância de Jones desde seus primeiros anos na categoria: “Alan foi fundamental para tornar a Williams o que ela é hoje, formando um vínculo extraordinário com Frank Williams e Patrick Head, para se tornar nosso primeiro campeão mundial de pilotos, apenas em nossa quarta temporada na Fórmula 1”, afirmou a equipe britânica em comunicado.
Na mesma homenagem, a Williams definiu o australiano como referência para os campeões que vieram depois: “Ele estabeleceu o padrão para os campeões da Williams: um piloto rápido e intransigente, com mentalidade de desafiante, que amava o automobilismo e dedicou sua vida a ele”.
Jones entrou na Fórmula 1 em 1975 e precisou passar por diferentes equipes antes de conquistar sua primeira vitória. O triunfo no GP da Áustria de 1977, pela Shadow, antecedeu sua chegada à Williams no ano seguinte.
A mudança teve consequências decisivas para as duas partes. Com o FW07, Jones venceu quatro corridas no fim de 1979 e terminou aquele campeonato em terceiro. Em 1980, suas vitórias na Argentina, França, Inglaterra, Canadá e Estados Unidos, garantiram o título de pilotos, enquanto a Williams conquistou também seu primeiro campeonato de construtores.
O australiano ainda disputou mais uma temporada completa pela equipe e venceu pela última vez no GP Caesars Palace de 1981, nos EUA. Posteriormente, correu por Arrows e Haas antes de encerrar sua passagem pela Fórmula 1 em 1986.
Ao todo, Jones somou 116 largadas, 12 vitórias e 24 pódios. Ele permanece como o último australiano campeão de Fórmula 1.
Sua esposa, Amanda Butler-Davis, afirmou que o legado do ex-piloto ultrapassa seus resultados nas pistas: “Ele dedicou sua vida ao automobilismo, construindo um legado que continuará vivo através das inúmeras pessoas que tocou ao longo do caminho. Por meio de suas conquistas, paixão e caráter inconfundível, tanto dentro quanto fora das pistas, Alan deixou uma marca duradoura no esporte, nacionalmente e em todo o mundo”, encerrou.
Jones deixa Amanda e seis filhos: Christian, Amber, Zara, Jack, Camilla e Emma.
