A chegada de Rafael Câmara ao grid da Fórmula 1 para a temporada de 2027 fará com que o Brasil tenha dois pilotos titulares na categoria máxima do esporte a motor brasileiro pela primeira vez em 11 anos. O pernambucano, que defenderá a Haas no próximo ano, se junta a Gabriel Bortoleto, da Audi, na “legião brasileira” do grid.
A última vez que o Brasil contou com dois pilotos no grid ocorreu em 2016. Naquela ocasião, Felipe Massa defendeu a Williams, enquanto Felipe Nasr era piloto da Sauber. O piloto brasiliense deixou o time suíço, que anos mais tarde se tornaria a Audi, ao final daquela temporada, enquanto Massa, atualmente em ação por categorias nacionais, deixou a F1 um ano depois, em 2017.
O automobilismo brasileiro até contou com duas participações pontuais no grid em 2020, quando Pietro Fittipaldi defendeu a Haas nas últimas duas etapas da temporada daquele ano, substituindo Romain Grosjean, que sofreu um forte acidente no Bahrein. Mas, como titular, o País só voltou ao grid em 2025 com Bortoleto, e agora terá Câmara na equipe americana.

O recorde de pilotos brasileiros no grid da Fórmula 1 ocorreu em 2001, quando estiveram no grid Rubens Barrichello (Ferrari), Enrique Bernoldi (Arrows), Luciano Burti (Jaguar e Prost), Tarso Marques (Minardi) e Ricardo Zonta (Jordan). O recorde veio no GP da Alemanha, quando Zonta disputou o GP da Alemanha, sua única prova naquele ano. Marques e Burti deixaram a temporada após o GP da Bélgica.
Na temporada de 2005, o Brasil também teve cinco pilotos no grid: Barrichello (Ferrari), Cristiano da Matta (Toyota), Felipe Massa (Sauber), Antonio Pizzonia (Williams) e Zonta (Toyota). Destes, Da Matta correu até o GP da Alemanha, quando foi substituído por Zonta. Já Pizzonia fez quatro corridas, na Alemanha, Hungria, Bélgica e Itália. Em nenhum momento os cinco largaram para a mesma prova.
A temporada da Fórmula 1 terá sequência no dia 25 de outubro, quando será disputado o GP dos Estados Unidos, no Circuito das Américas, em Austin.
