O comentarista e ex-piloto da Fórmula 1, Martin Brundle, criticou o Contole de corrida, após o GP de Mônaco.
A corrida deveria começar às 15:00, hora local, mas foi adiada duas vezes, com o motivo oficial dado que o clima era o culpado, apesar das condições no momento serem boas o suficiente para começar.
No entanto, após a corrida, a FIA divulgou um comunicado explicando que o verdadeiro motivo do atraso, foi um problema de energia no grid, que fez as luzes de largada e as placas de luz que circundam a pista, não funcionarem corretamente.
Brundle disse que a explicação inicial fazia pouco sentido, e questionou por que o motivo real não foi comunicado originalmente.
“Adiar uma corrida em antecipação ao clima não é necessário”, escreveu ele em sua coluna na Sky Sports. “Temos carros de segurança virtuais e reais, bandeiras vermelhas, equipes de pit stop que podem trocar os pneus em dois segundos, e dois tipos de pneus de chuva para cobrir esses desafios. É disso que se trata a Fórmula 1.”
“Fomos informados pela FIA às 20h03 após a corrida de domingo, que haviam ocorrido problemas de energia no pórtico de largada devido à forte chuva, o que explica as largadas em movimento depois das bandeiras vermelhas.”
“Se tivéssemos ouvido isso na mídia através do nosso grupo simples e eficaz do WhatsApp, poderíamos ter informado as dezenas de milhões de espectadores em todo o mundo e as dezenas de milhares de fãs nas pistas, e tudo teria feito muito mais sentido”, disse ele.
Brundle pediu uma mudança urgente ‘de raíz’ no Controle de corrida, apesar da contratação de dois novos diretores de corrida, Niels Wittich e Eduardo Freitas, apoiados por Herbie Blash, e a implementação de um novo sistema de revisão em corrida, semelhante ao VAR usado no futebol.
“Algumas fontes confiáveis, me disseram que houve discussões acaloradas no Controle de corrida durante o impasse, pois todos olhávamos sem saber o que estava acontecendo. Isso provavelmente explica os períodos de inação e falta de informação, e a razão pela qual o carro de segurança não estava explorando as condições da pista como de costume.”
“Para o bem-estar da F1, a FIA precisa urgentemente de uma mudança radical com um Diretor de Corrida totalmente dedicado e capacitado, com pelo menos um substituto, um inspetor de circuitos e sistemas dedicados, além de um departamento de comunicações capacitado e eficaz. Eu considero isso uma questão de prioridade máxima”, finalizou.
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