Binotto fala sobre situações delicadas das odens de equipe na F1

Embora a Ferrari ainda não esteja pronta para apoiar um piloto em detrimento do outro na temporada 2022, o chefe da equipe Mattia Binotto, admite que o uso de ordens de equipe sempre será um desafio.

Binotto reconhece que a Ferrari pode optar por apoiar um de seus pilotos em detrimento do outro em um determinado momento do campeonato, mas sente que as ordens de equipe são um assunto particularmente ‘delicado’, especialmente devido à história da equipe italiana.

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No momento, Charles Leclerc está à frente de Carlos Sainz na classificação de pilotos, com o monegasco tendo 170 pontos e P2 no campeonato, enquanto o espanhol tem 133 pontos e está em P4 .

Binotto afirmou que o foco está na equipe como um todo nesta fase da temporada, em vez de favorecer apenas um piloto.

“Primeiro, o que estamos tentando fazer em cada corrida é tentar maximizar os pontos da equipe”, disse Binotto à mídia. “Obviamente, existem dois campeonatos, que é o de Construtores e o de Pilotos.”

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“Ao maximizar os pontos da equipe, tenho certeza de que também estamos maximizando a oportunidade dos pilotos, tirando pontos dos adversários”, disse ele.

Houve algumas questões levantadas sobre as escolhas de estratégia da Ferrari no GP da Inglaterra, já que Sainz venceu a corrida enquanto Leclerc, que está mais perto de Verstappen na luta pelo campeonato, caiu do primeiro para o quarto lugar.

No entanto, Binotto acha que agora ainda não é o momento de apostar em um piloto em detrimento de outro, embora aceite que isso pode mudar à medida que a temporada avança.

“É assim que vemos, o carro mais rápido na pista é aquele que é priorizado”, disse o chefe da Scuderia. “Acreditamos que fazer isso, certamente neste momento do campeonato, é a melhor coisa que podemos fazer.”

“Se mais tarde no campeonato, houver um dos dois pilotos que teve a maioria das oportunidades, certamente podemos tentar dar a ele prioridade total, mas não é a situação agora, então, precisamos lidar com isso, mas ainda assim, estou muito feliz em ver esses dois pilotos brigando”, disse ele.

Caso a equipe precise eventualmente empregar ordens de equipe, Binotto acredita que eles serão criticados se fizerem isso ou não.

“Sei que quando há ordens de equipe, todos nos culpam”, disse ele. “Porque dizem que devemos ter uma disputa livre, e quando temos uma disputa livre, então dizem que devemos ter ordens de equipe, e assim, você está fazendo está sempre errado”, acrescentou.

O tema é particularmente sensível para a Ferrari, dado o uso infame de tal ordem no GP da Áustria em 2002.

Na ocasião, Rubens Barrichello liderava a corrida quando foi solicitado a permitir a passagem do então companheiro de equipe, Michael Schumacher, para a vitória, e o brasileiro fez a manobra para deixar o alemão passar, apenas na última curva da última volta, para deixar bem claro seu descontentamento.

O caso foi controverso e gerou muitas críticas para a Ferrari, e Binotto ainda se lembra da reação negativa do público presente no circuito.

“Lembro que há 20 anos na Áustria, ouvi as vaias das arquibancadas”, disse Binotto.

“Então, novamente, acho que é sempre delicado, e cada pessoa após a corrida sabe como devemos lidar com as situações. Mas, mais uma vez, o que estamos tentando fazer é maximizar os pontos da equipe, o que tenho certeza que é a escolha certa”, finalizou.

 

 

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