O corpo do argentino Juan Manuel Fangio, cinco vezes campeão do Mundo de Fórmula 1, foi exumado esta sexta-feira, duas décadas após a sua morte para que se façam testes de paternidade em dois processos.
Dois homens levaram diferentes casos a tribunal alegando que Fangio era seu pai, reclamando, por isso, parte da herança que deixou a uma fundação e um museu com o seu nome.
Cumprindo as ordens de um tribunal de Buenos Aires, o corpo do ex-piloto foi removido do túmulo familiar e levado para a morgue para peritos forenses recolherem amostras do seu DNA.
Fangio morreu em 1995, com 84 anos, sem ter casado ou declarado algum filho: ainda assim, os seus biógrafos revelaram que manteve uma relação de duas décadas com uma mulher de nome Andrea Berruet.
Oscar Espinoza, filho de Andrea Burruet, que chegou a competir, enquanto adolescente, no circuito europeu da Fórmula 3, foi um dos homens que reclamou a paternidade de Fangio, sendo o outro Ruben Vazquez.
“Foram tomadas amostras de uma mão e do osso esterno” e que “tudo se desenvolveu com absoluta normalidade”, explicou o advogado de Oscar Espinosa, Oscar Scarcella.
Espinosa, de 77 anos, que também se dedicou ao automobilismo e que inclusive chegou a correr na Fórmula 3 na Europa, assegura desde dezembro de 2000 ser filho do famoso automobilista, embora tenha iniciado a causa para estabelecer seu parentesco somente em 2013.
O outro suposto filho de Fangio, Rubén Vázquez, que reivindica essa paternidade desde 2005, disse estar vivendo a situação “com muita angústia, um pouco desorientado e com ansiedade”.
“Ele sabia que eu era seu filho, inteirei-me algum tempo depois. Tenho certeza da minha identidade”, disse Vázquez, de 73 anos, ao ‘Infojus’.
Segundo o advogado de Espinoza, os resultados de DNA serão conhecidos no prazo de um a dois meses.
Fangio, que iniciou a carreira em 1948, teve o recorde de títulos na Fórmula 1 até 2003, quando o alemão Michael Schumacher o superou.
O lendário argentino aposentou-se em 1958 com 24 vitórias.
