Análise: Etapa em Santa Cruz do Sul escancara o peso dos detalhes na Copa Truck

A segunda etapa da Copa Truck Be8 BeVant, em Santa Cruz do Sul (RS), realizada no último domingo (12), teve arquibancadas cheias, calor dentro e fora da pista, muito churrasco e um fim de semana que entregou exatamente o que a categoria dos brutos promete: corridas intensas e decididas nos detalhes.

O fim de semana começou fora do script. Com ajustes na programação ao longo do dia, a classificação foi disputada em sessão única, sem o tradicional Top Qualifying. A mudança alterou completamente a dinâmica. Sem segunda chance, cada volta passou a carregar mais peso. Nesse cenário, Beto Monteiro e Nicolas Giaffone, que já vinham fortes nos treinos, aproveitaram melhor a oportunidade para garantir as poles na Super Truck PRO e na Super Truck ELITE.

Na Corrida 1, Monteiro fez exatamente o que se espera de quem tem muita experiência: controlou o ritmo quando pôde e administrou bem as relargadas quando foi necessário. Mas a prova foi tranquila? Nem de longe. O pelotão do meio manteve disputa constante, com destaque para nomes como Felipe Giaffone e Danilo Dirani, que sustentaram ritmo forte e mantiveram a “churrasqueira acesa” até o fim da prova.

Na ELITE, Nicolas Giaffone seguiu roteiro semelhante: largou na frente e construiu a vitória com consistência, sem ser ameaçado diretamente. Atrás, porém, a disputa pelo pódio foi mais dinâmica, com Diogo Moscato e Ricardo Alvarez alternando posições e mantendo a prova viva até a bandeirada.

Se a primeira corrida confirmou o que já se desenhava, a segunda, não. Embaralhou tudo. A inversão de grid voltou a cumprir seu papel central na Copa Truck: transformar a leitura de corrida em peça-chave. André Marques largou na primeira fila e soube capitalizar. A vitória não veio fácil. Foi construída volta a volta, sob pressão constante de Monteiro.

Na ELITE, o roteiro foi ainda mais instável. Jô Dias chegou a liderar, mas abandonou, abrindo caminho para a ascensão de Ricardo Alvarez. A partir daí, o piloto controlou a vantagem e cruzou a linha de chegada como vencedor — ao menos na pista.

Análise: Etapa em Santa Cruz do Sul escancara o peso dos detalhes na Copa Truck
Foto: Luciano Santos

Isso porque, às vezes, a chuva aparece e acaba com o churrasco antes da hora: neste caso, a chuva foi a vistoria técnica da CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) após a bandeirada, que alterou a classificação, com ajustes em ambas as categorias e impacto direto na pontuação do campeonato.

Na Super Truck PRO, a atualização redefiniu o resultado da Corrida 1, com Felipe Giaffone perdendo o segundo lugar por conta de pneus dianteiros não lacrados. Já na Corrida 2, Fabio Fogaça foi excluído do pódio após ser constatado que seu caminhão estava abaixo do peso exigido.

Na Super Truck ELITE, os ajustes tiveram ainda mais impacto, com as desclassificações de Nicolas Giaffone, Ricardo Alvarez e Vinicius Palma. Com isso, os resultados foram completamente reescritos após a vistoria, com novos vencedores: Diogo Moscato na Corrida 1 e Juca Bala na Corrida 2.

O que Santa Cruz do Sul deixa como recado é claro: não basta ter só o pé pesado no acelerador. É preciso ter precisão e frieza em um campeonato cada vez mais equilibrado. Qualquer detalhe pode custar posições, pódios e pontos decisivos. Por isso, a próxima etapa, em Cascavel, se desenha ainda mais aberta. Não apenas pelo equilíbrio visto na pista, mas pela evidência de que, na Copa Truck Be8 BeVant, o resultado final nunca depende de um único fator.



Faça o F1Mania.net sua fonte preferida de notícias no Google e receba nosso conteúdo primeiro no Google Discover e Google News.

Baixe nosso app oficial para Android e iPhone e receba notificações das últimas notícias.