Paulista: Victor Corrêa enaltece aprendizado

Apontado por pilotos, dirigentes e especialistas como o certame mais competitivo do kartismo das Américas, o Paulista de Kart prossegue neste sábado (22/11), quando será realizada a 10ª e penúltima etapa do Campeonato no Kartódromo de Aldeia da Serra, em Barueri (SP). Em virtude do equilíbrio e dificuldades das disputas, cada rodada do torneio é considerado um mini-campeonato brasileiro. “Acho que é mais importante ser campeão paulista do que campeão brasileiro. Como o Paulista é um campeonato longo, o título é mais justo. No Brasileiro, que é realizado só em um fim de semana, você depende muito de sorte, para ter um equipamento bom e bem acertado naquele momento, não quebrar e não bater”, opinou Victor Corrêa (Unifenas/Racing Motorsport), bicampeão mineiro da categoria Júnior.

As virtudes do campeonato Paulista de Kart acabam atraindo pilotos de todo o Brasil, e inclusive de alguns estrangeiros, como é o caso dos colombianos Juan Saavedra, Carlos Huertas e Juan Camilo Acosta, que chegaram respectivamente na 11ª, 12ª e 13ª colocações na última corrida realizada, atrás de dez pilotos de oito estados diferentes. “Eles vieram correr aqui em São Paulo pelo mesmo motivo do que eu. Este é o campeonato mais difícil da América Latina, e só assim para se desenvolver”, explica o bicampeão mineiro, que tem como ídolos os seus conterrâneos Cristiano da Matta (F-1) e Bruno Junqueira (F-Mundial). “Aqui vem correr pilotos do Rio Grande do Sul até do Maranhão e Amazonas. E se os colombianos querem seguir os passos do Juan Pablo Montoya, primeiro precisam vir aprender na escola do Ayrton Senna”, acredita Victor Corrêa.

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Entre os dez primeiros na tabela de pontuação do Campeonato Paulista de Kart na categoria Júnior, aparecem pilotos de oito estados diferentes, e um estrangeiro, o que retrata bem a verdadeira Torre de Babel que é cada etapa do certame, envolvendo mais de 100 pilotos de nove categorias diferentes. “Aqui no Paulista já está faltando até tradutor. Além dos estrangeiros, tem gente com tudo quanto é sotaque, e falando com gírias locais, que as vezes a gente nem entende”, brinca o mineiro Victor Corrêa, de 13 anos de idade. “ô sô! Má na hora de acelerá, o trem muda e a gente senta a púa, uai”, diverte-se o piloto da Unidenas/Racing Motorsport, ao lado de seus amigos mas adversários de pista.