Zhou Guanyu afirmou que sofreu ataques racistas online, depois de ter assinado seu primeiro contrato na F1 com a Alfa Romeo, no final do ano passado.
O piloto de 23 anos é o primeiro piloto chinês na F1 em tempo integral, e um dos seis no atual grid, que não nasceu na Europa.
Infelizmente, o racismo chegou novamente às manchetes nos últimos dias, depois que foi revelado um insulto racista de Nelson Piquet sobre o heptacampeão Lewis Hamilton, enquanto Juri Vips usou linguagem igualmente depreciativa enquanto participava de um jogo online. O estoniano foi demitido de sua função como piloto de testes e reserva da Red Bull.
Sentado ao lado de Hamilton durante uma entrevista coletiva da FIA, Zhou afirmou: “Como Fórmula 1, todos tentamos nos manter unidos na pista e no paddock.”
“Do jeito que o mundo está, com mais pessoas usando as redes sociais, é claro, você tem mais problemas, e do meu lado, eu tenho um exemplo perfeito de receber um ataque racista.”
“Vivi isso quando assinei o contrato com a Alfa Romeo no ano passado. Obviamente, houve muita negatividade e comentários racistas que nunca deveriam acontecer em qualquer parte do esporte ou no mundo em geral”, disse ele.
O ex-chefe da F1, Bernie Ecclestone, inflamou ainda mais uma situação já delicada, ao defender Piquet, bem como Vladimir Putin, mesmo com a guerra na Ucrânia, alegando que ‘levaria um tiro’ pelo presidente russo.
Tais comentários levaram Hamilton a afirmar que: “Vozes antigas do paddock da F1 precisavam ser silenciadas, e não deveriam ter tempo de mídia ou espaço na imprensa.”
Concordando com o piloto da Mercedes, Zhou acredita que explicar as mudanças que estão sendo feitas agora criará um ambiente mais inclusivo no futuro.
“Como pilotos, estamos tentando ajudar o mundo a seguir em frente e não é apenas para nós, é para a geração mais jovem, dar um exemplo melhor para eles”, acrescentou.
“Então, todos devem permanecer unidos. Não importa de onde você vem, que trabalho você está fazendo. É assim que estamos tentando construir essa plataforma na Fórmula 1”, concluiu o piloto chinês.
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