O chefe da Mercedes, Toto Wolff, afirmou que a FIA deveria ter aplicado uma Diretiva Técnica sobre os assoalhos ‘flexíveis’ da F1, assim que o ‘truque’ foi descoberto.
Com base em duas Diretrizes Técnicas divulgadas em Montreal e em Silverstone, o corpo governante planejava introduzir no GP da França deste fim de semana, uma Métrica de Oscilação Aerodinâmica (AOM) criada para forçar as equipes a limitar o ‘porpoising’.
Uma repressão à flexibilidade dos assoalhos dos carros também foi planejada, mas o monitoramento rigoroso e as restrições foram adiados até depois das férias, após uma reunião na Áustria da Comissão de Fórmula 1.
As medidas da FIA em relação aos assoalhos ‘flexíveis’ e ao ‘porpoising’, devem ser introduzidas no GP da Bélgica no próximo mês.
Essa questão sobre assoalhos ‘flexíveis’, envolve uma interpretação de uma área cinzenta das regras, pelas quais algumas equipes parecem ter incorporado em seus assoalhos, um certo grau oculto de flexibilidade que está fora das regras.
Isso permite que um carro seja utilizado mais perto do solo, com um benefício de desempenho, sem que a espessura da prancha do assoalho seja desgastada além do limite regulamentar.
A FIA supostamente identificou a manobra, que muitos acreditam estar sendo habilmente explorada pela Ferrari, e principalmente pela Red Bull, o que explicaria a grande relutância de Christian Horner e Helmut Marko, com relação a maiores investigações e intervenções da FIA no regulamento.
“Houve uma mudança regulatória com uma diretriz técnica, para deixar claro o que a FIA deseja não ver mais em Spa, particularmente sobre essa flexibilidade do assoalho de algumas equipes”, disse Wolff à Sky Sports em Paul Ricard.
Wolff equipara esse truque do assoalho flexível, como a utilização por algumas equipes, de uma brecha nos regulamentos, e diz que a FIA deveria ter agido imediatamente.
“Eles (Red Bull) provavelmente só precisarão colocar o carro um pouco mais alto na frente do que costuma ser. Acho que essa diretriz técnica deveria ter sido colocada em prática uma vez que foi descoberto o ‘truque’ três corridas atrás. Deveria ter sido introduzida quando o problema foi descoberto, porque é claramente é muito mais do que uma brecha”, finalizou Wolff.
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