Max Verstappen defendeu seu silêncio nas redes sociais, depois que alguns fãs nas arquibancadas do Red Bull Ring, informaram incidentes de homofobia, misoginia, racismo e assédio sexual, alegando que cabe à F1 agir em vez de um piloto.
Porém, ao contrário do que afirmou Verstappen, vários pilotos e equipes se manifestaram contra as ações da minoria de encrenqueiros, com alguns pedindo proibições perpétuas para os infratores.
Verstappen, no entanto, não comentou nada além de suas declarações nas sessões oficiais de imprensa, permanecendo em silêncio e gerando críticas ao seu comportamento, que aparentemente, demonstra indiferença a todas essas questões.
Questionado se havia considerado usar as mídias sociais para se comunicar com os fãs, muitos dos quais eram holandeses ou que usavam suas cores, Verstappen disse: “Não acho que seja eu quem tenha que falar.”
“Todo mundo deveria, e foi o que fiz na coletiva de imprensa. Isso tem muito mais atenção do que qualquer outra coisa. Como eu disse antes do final de semana, se eu realmente tiver que falar sobre tudo no mundo, vou ficar sem parar nas mídias sociais. Há um lugar e um tempo. No final das contas, sou um piloto de Fórmula 1.”
Falando na coletiva de imprensa após o GP da Áustria, Verstappen pediu que a F1 limite a quantidade de álcool que os fãs podem consumir em um final de semana de GP, e condenou os incidentes, acrescentando que ‘essas coisas não deveriam acontecer’.
Comentando ainda sobre por que ele não foi proativo em comunicar seu descontentamento com essa parte do público, Verstappen afirmou: “É claro que quando me perguntam as coisas, falo e digo o que penso da situação. Mas eu não deveria ser um movimento político por trás disso, porque no final das contas, sou um piloto. As pessoas, é claro, podem ser meus fãs, mas também são fãs dessa categoria, e se têm um comportamento ruim, a categoria precisa agir. Não é o próprio piloto que tem que agir”, concluiu.
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