A pole position de Charles Leclerc em Paul Ricard foi alcançada em grande parte graças a um vácuo do seu companheiro de equipe, Carlos Sainz. Por que a Red Bull não tentou uma tática semelhante?
Max Verstappen disse que não seria capaz de superar Leclerc e conquistar a pole para o GP da França, mesmo que a Red Bull tivesse adotado uma tática semelhante a da Ferrari.
Depois que os dois pilotos completaram suas primeiras voltas no Q3, Leclerc liderou Verstappen por apenas 0,008s.
No entanto, auxiliado por um vácuo de Carlos Sainz, que estava fora da disputa pela pole, depois de sofrer uma penalidade de grid por troca de motor, Leclerc melhorou consideravelmente em sua última volta para assumir o primeiro lugar com um tempo 0,374s mais rápido que Verstappen.
Enquanto a Red Bull optou por não usar Sergio Perez para fazer o mesmo com Verstappen, o holandês disse que tal tática não lhe daria ritmo extra suficiente para roubar a pole de Leclerc.
“Não, porque a Ferrari ganhou apenas dois a dois décimos e meio com o vácuo, Charles me disse. Também era muito lógico que eles fizessem isso”, disse Verstappen.
Após sua primeira volta no Q3, Perez estava aparentemente seguro na P3 e não parecia capaz de desafiar os dois primeiros, mas ainda assim a Red Bull não ordenou que ele sacrificasse sua última volta para dar um vácuo a Verstappen.
“Obviamente, ambos queremos estar na melhor posição possível”, disse Verstappen. “É por isso que não acho que deveríamos fazer esse tipo de coisa (sacrificar a última volta de Perez), e também não tivemos uma penalidade de grid.
“Também me parece lógico. Nós dois ainda estamos lutando pelo título, então é difícil explicar. Cabe à Ferrari se eles querem fazer isso, mas dentro de nossa equipe não falamos sobre isso”, finalizou.
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