A relação da FIA e da F1 está sob intensa pressão. O The Guardian relata no dia seguinte ao GP de Mônaco, que a categoria principal do automobilismo não está feliz com a forma que a FIA está procedendo em 2022. Segundo fontes, a Liberty Media teme que as decisões tomadas pelo órgão regulador, prejudiquem o esporte.
Já houve uma série de incidentes nesta temporada e mais um em Mônaco. Em primeiro lugar, o início da corrida de domingo à tarde, foi atrasado em quase uma hora e depois houve uma largada em fila com safety car, em vez de uma largada parada como tradicionalmente. A FIA afirmou que foi em razão de sistemas de partida defeituosos, mas sendo verdade ou mentira: as críticas foram enormes. Lewis Hamilton, por exemplo, falou com vergonha da situação, que a largada não foi planejada originalmente.
A popularidade da F1 disparou nos últimos anos, mas esses incidentes não contribuem para a imagem do esporte. Já se perdeu as contas de quantos ocorridos como este aconteceram apenas nesta temporada, e a F1 e a FIA, e em particular o seu novo presidente, Mohammed Ben Sulayem, parecem entrar cada vez mais em conflito. O fato de Ben Sulayem ter substituído Jean Todt não foi a melhor escolha, de acordo com a F1.
A F1 e a FIA se enfrentaram em várias ocasiões este ano. Aqui está uma lista dos incidentes de acordo com o The Guardian:
-O relatório da FIA em relação ao GP de Abu Dhabi de 2021 foi visto por muitos como insatisfatório.
-A FIA foi envergonhada quando órgãos nacionais independentes de corridas, como o Motorsport UK da Grã-Bretanha, proibiram equipes, participantes ou funcionários russos de fazer parte de eventos no Reino Unido. A F1 propôs imediatamente o cancelamento do GP da Rússia, mas a FIA demorou a agir.
-A proibição de joias não caiu bem com muitos. A medida é considerada uma interferência inútil. Acredita-se que Bem Sulayem insistiu em sua aplicação.
-Bem Sulayem se opôs pessoalmente ao acordo unânime entre a F1 e todas as equipes para aumentar o número de sprint races para seis no ano que vem. As equipes não teriam ficado muito felizes com isso, para dizer o mínimo. A FIA quer uma compensação financeira.
-Em Miami, Esteban Ocon e Carlos Sainz falaram repetidamente sobre a substituição das barreiras de concreto na curva 14 para um material Tecpro. A FIA recusou.
Dentro da F1, altos oficiais gostariam de ver o papel da FIA severamente reduzido. No entanto, até agora, isso não tem acontecido.
