O búlgaro Nikola Tsolov, atual líder da Fórmula 2 e principal aposta para o futuro da Red Bull na Fórmula 1, participará de uma sessão privada de Teste de Carros Anteriores (TPC) em Ímola na sexta-feira (28), na qual precisa cumprir uma exigência de quilometragem da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) para obter a Superlicença para Treinos Livres.
Tsolov atualmente tem 25 pontos de superlicença. Integrante da Red Bull Junior Team desde antes da temporada de 2025, ele precisa de 40 pontos para se qualificar a um assento titular, dentro um período de três anos.
Porém, para disputar um treino livre da F1 a exigência é menor. Segundo o Código Desportivo Internacional da FIA, pilotos com pelo menos 25 pontos podem obter a Superlicença para Treinos Livres após completar 300 quilômetros em um carro de Fórmula 1 representativo em até dois dias.

É esse requisito que torna o TPC em Imola tão importante. Se alcançar os 300 quilômetros, Tsolov estará elegível para participar do TL1 em um fim de semana oficial de Fórmula 1.
A possibilidade chega em um momento de destaque para o búlgaro, que soma seis vitórias e oito pódios em 2026. Caso conquiste a elegibilidade amanhã, ele poderá ficar na disputa por uma participação no TL1 já no Grande Prêmio da Itália, em Monza.
Cada equipe da Fórmula 1 é obrigada a reservar sessões de treino para novatos durante a temporada. Assim, o teste em Imola não representa apenas quilometragem e experiência com um carro híbrido moderno, mas pode eliminar uma importante barreira regulamentar para Tsolov.
No circuito italiano, portanto, cada volta terá um objetivo específico: completar a distância necessária para abrir oficialmente a porta dos finais de semana de Grande Prêmio.
