O chefe da equipe Haas, Guenther Steiner, acredita que não há mais pelotão intermediário na Fórmula 1, dizendo que o grid está dividido entre as três primeiras equipes e as demais.
A Red Bull, a Ferrari e a Mercedes, são as três principais equipes da categoria, mantendo uma diferença significativa para o resto do grid em termos de ritmo absoluto, com Lando Norris da McLaren, sendo o único piloto que não faz parte de nenhuma dessas três equipes, e conseguiu chegar ao pódio em 2022.
Os tempos de volta nos testes de pré-temporada, não são uma referência em que se possa confiar para avaliar onde as equipes realmente estão na hierarquia, mas os sinais das corridas longas feitas no Bahrein na semana passada, apontam para Red Bull e Ferrari potencialmente liderando o grid novamente, com Mercedes e Aston Martin tentando entrar na briga.
Steiner, acredita que a F1 está em uma posição agora, em que as equipes mais rápidas já se separaram do resto do pelotão. “Acho que já chegamos lá”, falou o chefe da Haas à imprensa, quando perguntado se a Fórmula 1 está separada, com as três equipes líderes e o resto do grid.
“Acho que não existe mais um pelotão intermediário. São as três melhores equipes e depois o resto. Essa é a minha opinião”, disse ele.
O regulamento técnico de 2022 foi trazido para tentar ajudar a juntar o pelotão na Fórmula 1, junto com o limite orçamentário da categoria, que também tenta nivelar o campo de gastos, quando se trata dos recursos que as equipes podem gastar em seus carros e, embora isso dê a Steiner esperança de que o grid possa se aproximar adequadamente no futuro, mas isso pode demorar um pouco para acontecer.
“Talvez tenhamos que esperar até pelos novos regulamentos em 2026, para juntar os carros”, disse Steiner. “Seria bom se já pudesse estar mais próximo agora, mas não está.”
“Obviamente, alguém ‘fugindo’ na frente do campeonato nunca é bom para ser honesto, e todos nós sabemos disso. Não gostamos disso, mas esperemos que não seja assim. E a outra coisa é que todos podem se desenvolver agora porque há um limite orçamentário. As equipes menores, na verdade podem se desenvolver mais”, concluiu Steiner.
