Carlos Sainz admitiu que estava sofrendo de dores no pescoço durante o GP de Miami depois de bater no treino de sexta-feira.
O piloto da Ferrari colocou os dois abandonos no passado, e terminou em terceiro no Autódromo Internacional de Miami depois de segurar as tardias tentativas de ultrapassagem de Sergio Perez. Sainz bateu fortemente contra um muro de concreto na saída da curva 13 durante o TL2, e disse que estava com dor no pescoço por conta do impacto.
Mas depois de uma corrida cansativa de 57 voltas no calor escaldante, e perguntado como ele estava se sentindo após a prova, ele respondeu: “Já estive melhor.
“Obviamente, após o incidente na sexta-feira, eu ainda tinha um pouco de dor no pescoço na corrida, mas tive que lidar com isso e superei.
“Especialmente, com Checo [Perez] no final com pneus médios, foi muito difícil mantê-lo atrás, mas conseguimos o pódio, o que é um resultado decente.”
A batida de Sainz na sexta-feira, foi em uma parte desprotegida da parede de concreto, o que significa que não havia amortecimento para limitar a força do impacto, apesar de estar em uma velocidade relativamente lenta pelo setor mais técnico do circuito.
Essa falta de proteção, causou a frustração de Esteban Ocon da Alpine, que alegou que a FIA não ouviu os pedidos dos pilotos, incluindo Sainz, para posicionar uma barreira Tecpro ao longo da parede. Dado o acidente, que se seguiu de um abandono na segunda volta na Austrália e na primeira volta em Ímola, o espanhol acrescentou: “Mas não vou usar isso como desculpa. É apenas uma questão de perder as duas últimas corridas para acostumar o corpo e o pescoço a esses carros de F1.
“Obviamente, fiquei um mês sem fazer uma distância completa de corrida, e provavelmente isso combinado com o acidente na sexta-feira me fez não ser capaz de forçar 100% até o safety car mais ou menos.”
