Nesta quarta-feira, a McLaren confirmou que Daniel Ricciardo deixará a equipe no final de 2022. Embora seu contrato fosse até o final de 2023, a equipe decidiu romper o acordo antecipadamente. Depois da confirmação, Lando Norris, atual companheiro de equipe do australiano, fez uma postagem em suas redes sociais para Ricciardo.
Desde seu ingresso na equipe britânica, Daniel não atendeu às expectativas. Sempre sendo superado por Norris, e com poucas performances de destaque, a McLaren decidiu que o certo era substituir o piloto ao final desta temporada. Embora a decisão seja descrita como mútua pela McLaren, o próprio Ricciardo falou em um vídeo em suas redes sociais que a equipe “decidiu fazer uma mudança”.
Na postagem de Norris, após a divulgação da notícia, ele citou que trabalhar com Daniel era uma “alegria”, e lhe desejou tudo de bom para o futuro. Além disso, ele escreveu que deseja terminar a temporada “em alta” ao lado de seu companheiro de equipe. A meta da McLaren para esta temporada é ficar com o quarto lugar na classificação do mundial de construtores, posição a qual brigam com a Alpine.
“Que aventura, Daniel Ricciardo”, escreveu o jovem britânico. “Desde aquele momento em Monza, até as risadas que demos fora do carro, foi uma alegria trabalhar com você nos últimos dois anos.
“Aconteça o que acontecer a seguir, te desejo tudo de bom, vamos ter uns ótimos próximos meses.”
Quando Carlos Sainz deixou a McLaren, lugar que foi ocupado por Ricciardo, muito foi questionado sobre como seria a performance de Norris com um companheiro de equipe muito mais experiente. No entanto, o australiano nunca se adaptou realmente à equipe, conquistando poucos resultados tão bons quanto o esperado, enquanto Lando se tornou a estrela da equipe.
A “pulga atrás da orelha” da equipe surgiu exatamente pois, Daniel já tinha muita experiência, vitórias e poles, e certamente se esperava um desempenho nada além de excelente vindo dele. Caso fosse um novato que estivesse tendo os mesmos resultados que ele teve nesses dois anos, seria uma explicação plausível, mas infelizmente, não é o caso. Desta forma, levando a McLaren a decidir desligar o australiano da equipe. Seu ponto mais alto com a equipe de Woking foi uma vitória em Monza no ano passado, desempenho isolado, que lamentavelmente não se repetiu.
