A Mercedes mais uma vez tentou explicar por que eles, como a Red Bull e a Ferrari, consideram necessário aumentar o teto orçamentário de US$ 140 milhões. Tudo ficou muito caro e os orçamentos feitos antes da temporada, podem ser descartados. Toto Wolff está novamente tentando defender o aumento do limite de gastos máximo de 2022.
Mercedes, Ferrari e Red Bull, uniram forças, alegando que o crescimento dos custos de energia e inflação, tornaram tudo desproporcional e mais caro. As equipes já estão levando menos peças reservas para os GPs, mas a Red Bull até afirmou que não pode ser completamente descartado que eles terão que perder alguns eventos, porque não é mais acessível.
As equipes do pelotão do meio, lideradas por Alpine, Alfa Romeo e Williams, não querem saber nada sobre um aumento do teto orçamentário. As equipes acham que não se trata de força maior, e dizem que a competição simplesmente deve trazer menos atualizações para manter os custos sobre controle.
Wolff enfatizou em conversa com o Motorsport-Magazin.com que a Mercedes não está tentando tirar vantagem de um possível acréscimo no teto de custos. O chefe da equipe compartilha essas preocupações de seus colegas: “Isso seria a pior coisa para o esporte”. No entanto, em sua opinião, não há como escapar de um aumento do dinheiro máximo a ser gasto.
A Mercedes diz que pode demonstrar facilmente que os custos da energia na fábrica de Brackley aumentaram de 2,5 milhões para 6,5 milhões de libras. Os custos de transporte, segundo Toto, teriam aumentado de 2 para 6 milhões de libras. Exatamente os 8 milhões de libras que a Mercedes teria proposto para o acréscimo no teto orçamentário.
Além disso, a equipe alemã quer ser um bom empregador e permitir que os salários de seus funcionários aumentem com a inflação. “[O aumento] nos permitiria usar parte dele para ajustar os salários. Não queremos ter lucro. Trata-se literalmente de compensar as pessoas com seus salários pela inflação que sofrem. Quero que meu povo seja bem pago, especialmente em circunstâncias tão difíceis”, conclui Wolff.
