O chefe da Mercedes, Toto Wolff, comparou a luta pelo título em 2021 entre sua equipe e a Red Bull, como sendo semelhante a dois boxeadores lutando em um ringue.
Mercedes e Red Bull se enfrentaram ao longo dos 22 GPs no ano passado, com a primeira conquistando o oitavo campeonato de construtores consecutivo, porém o título de pilotos ficando com Max Verstappen, após as polêmicas decisões do diretor de corridas da FIA, Michael Masi, no último GP do ano em Abu Dhabi.
Avaliando as diferenças entre as duas equipes, e falando com a Auto Motor und Sport, Wolff disse: “É difícil para mim julgar como a Red Bull está configurada internamente.”
“Nossa força é a nossa atitude e os valores que sempre aderimos. Talvez possamos resolver os problemas mais rápido e melhor porque sempre adotamos a abordagem de ‘O que fizemos de errado’?”
Sobre por que foi uma disputa apenas entre a Mercedes e a Red Bull, e por que a Ferrari não conseguiu se incluir na luta, Wolff acrescentou: “Na Ferrari, a potência veio do motor. Sabíamos que poderíamos vencê-los se conseguíssemos compensar o déficit nas retas, mas a Ferrari também cometeu mais erros.”
“Com a Red Bull, foi uma troca aberta de golpes, como dois boxeadores se revezando e trocando socos”, disse ele.
Wolff se recusou a culpar a perda do título de pilotos por Lewis Hamilton, aos problemas com a unidade de potência da equipe durante o ano.
A Mercedes, juntamente com as equipes clientes, Aston Martin, McLaren e Williams, foram forçadas a trocar mais unidades de potência na segunda metade da temporada.
“Não perdemos o campeonato por causa do motor, mas é verdade que tivemos problemas pela primeira vez em oito anos”, disse Wolff.
“A princípio, isso afetou apenas um componente de uma produção ruim. Isso se desenvolveu em uma ‘epidemia’ em que os motores perderam mais potência no período do que costumava acontecer”, concluiu.
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