A McLaren já afirmou várias vezes que não é a favor de um calendário com 23 GPs, mas mesmo assim parece que isso vai acontecer em 2022. O chefe da equipe, Andreas Seidl, falou sobre a posição de seu time. Ele também acha que três GPs seguidos é um pouco demais.
“Não é nenhuma surpresa que as rodadas triplas voltem”, disse Seidl ao Motorsport-Total.com. “Também entendemos que deve haver um processo de transição antes que haja um calendário diferente no longo prazo. Mas, fundamentalmente, não mudamos nossa opinião. Somos a favor de um calendário com no máximo vinte corridas.”
A McLaren considera isso especialmente prejudicial para as pessoas da equipe que atualmente só tem 100 dias por ano em casa, porque no resto do tempo são planejadas corridas ou dias de teste. Seidl não acredita que esta seja uma situação saudável, e portanto, defende a volta a uma agenda menos ocupada.
Isso é contrário ao objetivo que a Liberty Media busca, abrir o maior número possível de novos mercados. De acordo com a McLaren, isso também pode andar de mãos dadas. “Claro que é ótimo que haja tanto interesse na Fórmula 1, mas também precisamos nos concentrar na qualidade e exclusividade”. Seidl gostaria de ver um calendário no futuro com 15 GPs fixos e os outros cinco GPs fazendo um rodízio entre eles, alternando os anos de realização.
Nesse ponto, portanto, seria bem possível que o Catar corresse uma vez a cada três anos, por exemplo, e que nas duas temporadas seguintes, a F1 corresse na África do Sul e na Arábia Saudita, respectivamente.
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