Aplicar a Lewis Hamilton uma penalidade mais severa por causa do ‘tamanho’ da batida de Max Verstappen, seria contrário à maneira como as regras da Fórmula 1 são aplicadas, disse o diretor de corridas da FIA, Michael Masi.
Verstappen e sua equipe Red Bull, reclamaram que a penalidade de 10 segundos que Hamilton recebeu pelo toque que resultou na forte batida, foi insuficiente. Depois de cumprir a penalidade em seu pit stop, Hamilton foi capaz de alcançar e ultrapassar Charles Leclerc para vencer a corrida, tirando 25 pontos da liderança de Verstappen no campeonato.
No entanto, Masi explicou que é uma convenção de longa data para comissários de esportes motorizados, basear suas decisões apenas no incidente, e não em suas consequências.
“Uma das principais coisas que tem sido observada por muitos e muitos anos, e isso veio através de discussões anteriores ao meu tempo aqui, entre todas as equipes, a FIA e a F1, e inclusive os diretores das equipes foram todos bastante inflexíveis sobre isso, é que não se deve considerar as consequências de um incidente.”
“Então, quando os comissários estão julgando incidentes, eles julgam o próprio incidente e os méritos do incidente, não o que aconteceu depois como consequência. E isso é algo que já tem sido feito por muitos anos.”
O chefe da equipe Red Bull, Christian Horner, estava entre aqueles que concordaram com isso desde o princípio, ainda lembrou Masi.
Considerar as consequências de um acidente tornaria as penalizações ainda mais complicadas, acrescentou. “Se você começar a levar as consequências em consideração, haverá muitas variáveis, em vez de julgar o próprio incidente por seus méritos.”
Masi duvida que seja possível identificar uma penalidade adequada para uma colisão como a envolvendo Hamilton e Verstappen, que restabeleceria o equilíbrio entre os dois. “Acho que se você olhar nessa base, nunca encontrará uma penalidade que resolva um desequilíbrio como esse”, disse ele.
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