A Fórmula 1 disputa neste final de semana o GP da Espanha, 14ª etapa da temporada 2026 e com um toque especial: a estreia do Circuito de Madring, em Madri.
O traçado é de alta velocidade e foi testado pela primeira vez no último mês quando a Fórmula 3 realizou dois dias de atividades – e que contou com nada menos do que 11 bandeiras vermelhas por batidas nas barreiras.
Diversos pilotos destacaram o desafio que irão encarar neste final de semana para evitar colisões, enquanto James Vowles, chefe da Williams, classificou a pista como uma ‘assassina de carros’.
Portanto, com a F1 já virando a esquina, quais podem ser os setores que causarão problemas durante a etapa?
Até o momento, o ponto de Madring que mais causou acidentes foi a chicane das curvas 5 e 6. Após rodarem por 800m, onde os carros da F1 podem chegar a até 340 km/h, precisam frear fundo para diminuir a 80 km/h.
A combinação de freada, chicane apertada e uma área de escape mínima torna o ponto ideal para erros. Durante o teste da F3, um grande número de incidentes aconteceu justamente ali.

Logo após vem a curva 7, o ponto mais alto do circuito com cerca de 697 metros. É uma curva cega que tem um muro alarmantemente próximo à saída. Com pouca margem para erro e com os pilotos não enxergando o apex enquanto freiam, é esperado também que piltoos batam no muro de proteção.
Depois, na curva 17, há uma virada de 90º que leva a um túnel por baixo da estrada M-11. Paredes de concreto próximas da pista tanto antes quanto depois da curva, com visibilidade limitada, torna o trecho traiçoeiro.
Já a icônica curva 12, chamada de La Monumental, com um cumprimento de 550m e uma inclinação de 24%, é a assinatura de Madring. Durante as atividades da F3, virtualmente nada aconteceu naquele ponto.
Entretanto, segue como um local perigoso: os carros passam a cerca de 300 km/h e estão sujeitos a enorme força lateral por 5s. O período, portanto, não é se pode acontecer um acidente, mas as consequências caso ocorra.
