Latifi acha que agora está mostrando que merece ficar na F1

Nicholas Latifi, da Williams, está com seu carro atualizado desde a Hungria e acha que agora poderá mostrar que ainda merece seu assento na equipe para o próximo ano.

O canadense, desde que entrou na Williams em 2020, para ser companheiro de George Russell na época, hoje em dia divide a garagem da equipe britânica com Alex Albon, é constantemente superado por seus companheiros de equipe. Além disso, desde sua estreia ele é um constante retardatário, ou seja, é frequentemente ultrapassado pelo líder da corrida, e em suas 52 corridas até hoje ele pontuou em apenas duas – na Hungria e Bélgica no ano passado. Ele nunca teve um carro considerado competitivo, mas também nunca mostrou resultados expressivos com o que lhe estava disponível, e isso começou a levantar questões sobre seu assento na Williams.

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Todos os três pontos que a equipe britânica marcou este ano ficaram por conta de Albon, enquanto o melhor resultado de Latifi foi um décimo segundo lugar no GP da Inglaterra. O canadense declarou que sente seu FW44 desde sua atualização na Hungria, onde ele conseguiu marcar o melhor tempo no TL3 com a pista molhada, e está otimista para mostrar que ainda merece estar na F1 na próxima temporada.

“Me sinto muito mais confortável na posição em que estou, aparecendo nos fins de semana sabendo que se pilotar do jeito que sei que posso, consigo tirar o máximo proveito do carro, então a performance estará onde precisa estar – e acho que é merecedora de um lugar na F1”, disse o piloto de 27 anos ao Motorsport.com. “Enquanto, obviamente, no início do ano isso não era o caso. Deixei clara a minha posição de que você não pode negar corridas passadas.

“Coloquei mais pressão em mim agora porque o desempenho está lá [para a equipe] me avaliar a partir deste momento.

“Então, estou colocando mais pressão em mim mesmo, mas a pressão sempre estará lá. Então, sei que posso, sinto que posso entregar, e mostrei isso para mim mesmo nas últimas corridas. A pressão está em mim agora, mas isso é F1, certo?”

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A Williams está no pelotão do fundo há pelo menos três temporadas, e certamente a melhor chance de um piloto mostrar seu potencial nela, é superando seu companheiro de equipe. Fato é que, se Latifi fosse mostrar do que é capaz, já deveria ter feito isso desde que entrou. Entretanto, isso está longe de ser o caso, já que é constantemente superado por Albon, assim como foi com Russell, que hoje pilota na Mercedes. O canadense regularmente comete erros, que acabam em mais prejuízo para a própria equipe.

“Tudo o que você pode fazer é se concentrar em você. Definitivamente, não ajuda ficar pensando em todos os possíveis resultados negativos”, disse Nicholas. “Neste esporte, sempre há muitas coisas no ar, muitas delas nem estão sob seu controle, porque também podem depender do desempenho de outro piloto.

“Tudo o que eu posso fazer é focar no meu desempenho agora e mostrar ao time o que eu posso fazer, que quero ficar aqui.

“Qualquer piloto estaria mentindo se dissesse que não ajuda ter segurança e garantia de que sua posição está resolvida. Mas isso sempre acontecerá a cada poucos anos na F1, mesmo para os melhores pilotos.”

Restam apenas nove corridas para que Latifi mostre seu desempenho e do que é capaz, caso não queira ser substituído por Nyck de Vries ou Logan Sargeant na próxima temporada, e isso significa no mínimo começar a andar no ritmo de Albon e somar alguns pontos.