Investimentos da Ferrari em projetos de Hamilton fora da F1 influenciaram troca de equipe

A contratação de Lewis Hamilton pela Ferrari para 2025 surpreendeu o mundo da Fórmula 1, mas parece que além do sonho de conquistar seu oitavo título, agora com a Scuderia, o piloto britânico foi seduzido também por um plano ousado. Segundo o portal francês Sportune, John Elkann, presidente da Ferrari e dono da Exor, holding da família Agnelli, propôs a Hamilton um fundo de investimento conjunto de €250 milhões para apoiar seus projetos fora da F1.

Elkann e Hamilton cultivam uma amizade de longa data, fator fundamental para atrair o heptacampeão para a Itália. Além do alto salário anual estimado em €80 milhões, a possibilidade de ampliar seus empreendimentos sociais e comerciais pesou na decisão de trocar a Mercedes pela Ferrari.

Um dos principais projetos de Hamilton é a ‘Mission 44’, ONG que promove a diversidade e inclusão no sistema educacional, incentivando jovens de origens diferentes a seguirem carreiras em ciência, tecnologia, engenharia, matemática, automobilismo e indústrias criativas.

Embora Hamilton tenha manifestado a intenção de encerrar sua carreira na Mercedes, o Sportune destaca que o papel de embaixador para a marca alemã era um ponto de discórdia nas negociações e acabou não entrando no acordo final.

Com 40 anos quando chegar à Ferrari no próximo ano, Hamilton deve encerrar sua carreira na F1 após o cumprimento do novo contrato. Por isso, acordos extra-pista ganham um peso maior para o veterano piloto em comparação com seus companheiros mais jovens.

Além de um possível fim de carreira glorioso na Ferrari, Hamilton poderá focar ainda mais em seus projetos sociais e comerciais, graças ao aporte financeiro da Exor. A parceria promete render frutos fora das pistas e impactar positivamente a vida de diversas pessoas.