Hill diz que a F1 está se seguindo caminho da Fórmula E

O ex-piloto e campeão na Fórmula 1 em 1996, Damon Hill, expressou seu receio com a direção que a categoria está tomando, após a confirmação de Madri como sede de uma corrida a partir de 2026. O circuito de rua espanhol é mais um a se juntar a Baku, Miami, Las Vegas, Melbourne e Monaco, reforçando a presença de corridas de rua em grandes cidades no calendário da F1.

Para Hill, essa tendência se assemelha demais à Formula E, categoria elétrica que corre exclusivamente em circuitos urbanos (com exceção do ePrix do México). Ele acredita que isso pode afetar negativamente a experiência dos fãs e o próprio DNA da F1.

“Falaram das dificuldades em extrair performance consistente dos carros novos. Então esse movimento para circuitos mais curtos e sinuosos, parece ir na direção da Fórmula E, que escolheu fazer suas corridas no centro das cidades e em circuitos bem restritos”, afirmou Hill no podcast da Sky Sports F1.

O ex-piloto ressalta que, apesar do bom marketing das corridas urbanas, a essência da F1 está nos tradicionais circuitos icônicos como Spa-Francorchamps.

“Queremos variedade, e no balanço, ter um circuito perto de um grande centro urbano é bom. Mas também precisamos manter Spa e outros circuitos tradicionais. Spa na verdade, era um circuito de rua originalmente, e muitas corridas onde a F1 e o automobilismo começaram eram apenas estradas”, concluiu o ex-piloto, que ainda assim, gostaria da manutenção das pistas tradicionais no calendário da Fórmula 1.

A crítica de Hill reflete uma preocupação crescente entre alguns fãs, jornalistas, e alguns membros das equipes, de que a F1 está priorizando o fator comercial e o espetáculo, em detrimento de suas raízes históricas e da competitividade pura. O debate promete continuar à medida que mais circuitos urbanos ganham espaço no calendário da categoria.