Lewis Hamilton se tornou o piloto de Fórmula 1 de maior sucesso de todos os tempos, e o britânico parece estar ‘em casa’ na principal categoria do automobilismo. No entanto, nem sempre foi assim. O piloto da Mercedes disse em entrevista ao Wall Street Journal, que era infeliz no início de sua carreira na F1.
Hamilton entrou na Fórmula 1 com a McLaren em 2007 e estava imediatamente concorrendo forte nos GPs. Naquela temporada, ele já terminou em segundo no campeonato de pilotos, apenas um ponto atrás de Kimi Raikkonen. Um ano depois, ele se tornou campeão mundial pela primeira vez. Desde então, o britânico conquistou sete títulos mundiais e cem vitórias.
Na entrevista, Hamilton relembrou um incidente em seu primeiro ano na Fórmula 1, quando um grupo de fãs gritou com ele slogans racistas no circuito de Barcelona. “Me lembro do primeiro ano em que entrei na categoria e experimentei o racismo de parte do público, e ninguém me disse nada em apoio”, disse ele.
O piloto da Mercedes se sentiu muito infeliz na época. “Tinha alcançado o meu sonho, mas não era feliz. Não podia ser eu e naquele momento não tinha confiança em mim, por isso fiquei calado. Reprimimos tanto que não temos consciência da dor que sentimos.”
Nos últimos anos, Hamilton mostrou muito de seu lado ativista defendendo a comunidade negra e querendo garantir mais diversidade na Fórmula 1. “Um ou dois anos atrás, eu estava folheando fotos da equipe (Mercedes) e percebi que as equipes ainda são todas brancas. Eu me perguntei como isso ainda pode ser assim, quando eu estou aqui por tanto tempo.”
A morte de George Floyd foi o ponto de inflexão definitivo para Hamilton. “Tudo o que aconteceu depois da morte de George me atingiu fortemente. Eu não conseguia acreditar que tantas pessoas ainda estavam caladas sobre o que tinha acontecido”, disse ele. Isso fez com que Hamilton fosse ousado o suficiente para falar. “Estou disposto a correr o risco agora. Seja meu trabalho ou minha reputação, não importa para mim. Quero que a comunidade negra saiba que estou ouvindo e que estou apoiando fortemente”, concluiu.
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