O CEO da McLaren, Zak Brown, afirmou que o GP de Las Vegas que vai entrar no calendário da F1 no próximo ano, pode trazer mudanças para o GP de Mônaco.
A F1 programou o novo evento em Las Vegas para o final de semana de Ação de Graças nos Estados Unidos em novembro do próximo ano, elevando o número total de corridas nos Estados Unidos para três.
O novo evento também significa que o calendário ficaria com 24 corridas, aproximando-se do limite acordado no Pacto de Concórdia, que começaria a colocar mais corridas históricas em risco.
Mônaco há muito tempo não oferece boa ação de corrida, pois os carros evoluíram para máquinas maiores, disse Brown à Reuters: “Mas Mônaco sempre representou a parte mais glamurosa da Fórmula 1.”
“Acho que Miami, Singapura, Las Vegas estão começando a adicionar alguns mercados bastante significativos. Acho que Mônaco precisa chegar aos mesmos termos comerciais de outros GPs, e talvez também precise trabalhar com maneiras de adaptar sua pista, porque à medida que nossos carros se tornam maiores, as corridas se tornam mais difíceis por lá”, disse ele.
Uma possível saída de Mônaco do calendário da F1, seria vista como um grande golpe para a história cultural da categoria, à medida que países novos e emergentes se juntam ao calendário.
Abordando como as corridas devem ser determinadas, Brown explicou: “Você precisa levar em consideração a história, mas também acho que você precisa levar em consideração como é o show que ela apresenta.”
“Há também um elemento, que não deve orientar nossas decisões, mas deve fazer parte de nossas decisões, de qual é a contribuição econômica para a categoria. Prefiro ter Mônaco do que não ter, mas assim como a Fórmula 1 é maior do que qualquer piloto ou equipe, acho que é também maior do que qualquer GP”, finalizou.
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