Stirling Moss e Mike Taylor sofreram graves acidente nos treinos e sobreviveram, mas Chris Bristow e Alan Stacey morreram durante a corrida
A Fórmula 1 retorna das férias de verão com o Grande Prêmio da Bélgica neste fim de semana, em Spa-Francorchamps. O tradicional circuito é um dos mais aguardados pelos pilotos, mas também um dos mais desafiadores – e perigosos.
Nos anos 60, uma grande tragédia aconteceu durante o GP da Bélgica, que viu dois pilotos morrerem em acidentes diferentes. Além da morte de Alan Stacey e Chris Bristow, Stirling Moss e Mike Taylor sofreram graves acidentes durante os treinos.
Localizado hoje entre as cidades de Spa, Malmedy e Stavelot, o circuito tinha 14 quilômetros de extensão nos anos 60. Era uma estrada que cruzava alguns vilarejos – que hoje se transformaram em cidades. Sem áreas de escape e com poucos trechos com guard rail, os pilotos passavam por casas, postes, árvores, e tinham que desviar de animais que cruzavam a pista.
Durante os treinos, no GP da Bélgica de 1960, Taylor viu a direção do seu Lotus quebrar a quase 260 km/h. O inglês foi arremessado do carro e atingiu uma árvore, tendo múltiplas fraturas. Aos 26 anos de idade, Taylor se viu em uma cadeira de rodas e enfrentou uma lenta recuperação até voltar a andar, mas foi o fim de sua carreira na F1.
Stirling Moss foi outra vítima de Spa. A Lotus do vice-líder do campeonato teve o eixo quebrado e Moss bateu violentamente na curva Burneville. O resultado: duas pernas quebradas e o nariz fraturado.
Na corrida, ainda na volta 20, Bristow escapou da pista na Malmedy. O inglês disputava posição com Willy Mairesse quando perdeu o controle de sua Cooper-Climax e foi decapitado pelo guard rail. Aos 22 anos, Bristow teve morte instantânea.
Nos anos 60, a Fórmula 1 ainda engatinhava quando o assunto era segurança dos carros, pilotos, pistas e do próprio evento em si. Para se ter ideia, os capacetes eram feitos de couro e abertos na frente. Mesmo com a morte de Bristow, a corrida continuou. Algumas voltas depois, o inglês de 26 anos não conseguiu desviar de um pássaro e desmaiou depois que o animal atingiu seu rosto. Stacey adentrou a vegetação e caiu em um barranco, sem chances de sobreviver.
Felizmente, as preocupações com a segurança da Fórmula 1 hoje são prioridade para o esporte. Mesmo assim, em agosto de 2019, Anthoine Hubert morreu depois de um grave acidente na Fórmula 2, na Radillon.
Para a corrida de 2022, várias mudanças foram feitas na pista visando a segurança dos pilotos, principalmente na Eau Rouge e Radillon.
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