FIA estabelece novos protocolos para os pilotos sobre roupas íntimas e joias na F1

Os protocolos de verificação na Fórmula 1 foram alterados a partir deste GP de Miami, para garantir que os pilotos usem roupas íntimas compatíveis com os regulamentos (anti-chamas) e não usem joias.

Niels Wittich, Diretor de Corrida da categoria, lembrou aos pilotos na Austrália, sobre os regulamentos do Código Esportivo Internacional sobre roupas e joias, que não cumprem os rigorosos padrões de segurança.

Entendeu-se que alguns pilotos usam peças de roupa íntima sem ser anti-fogo, por baixo de seus macacões, enquanto outros correm usando joias.

Acreditava-se na época que Wittich havia dado aos pilotos um período de carência para fazer arranjos alternativos, mas na quinta-feira, em Miami, suas notas pré-evento delinearam que os pilotos devem cumprir os regulamentos.

Normalmente as equipes enviam formulários de verificação antes de cada fim de semana de GP, e agora devem afirmar que os pilotos não violam os regulamentos.

Wittich lembrou às equipes que os pilotos e co-pilotos participantes dos campeonatos ligados à FIA, devem usar macacão e luvas (opcional para co-pilotos, no caso do Rally), roupas íntimas compridas, balaclava, meias e sapatilhas homologados à norma FIA 8856-2018 (Technical Lista nº 74).

Foi salientado que: ‘Não é autorizada a utilização de materiais sintéticos, não anti-chamas em contato com a pele do condutor’ e que ‘é proibido o uso de joalharia em forma de piercing ou colares metálicos no pescoço durante a competição, podendo isso ser verificado antes do início dos eventos’.

Wittich passou a fornecer mais explicações para a proibição de roupas não conformes e o uso de joias.

“O uso de materiais não à prova de fogo em contato com a pele do piloto, e em particular materiais sintéticos, pode reduzir a proteção da transmissão de calor, e assim, aumentar o risco de queimaduras em caso de incêndio”, escreveu ele.

“Na pior das hipóteses, esses materiais podem derreter, o que pode dificultar o tratamento em caso de queimadura. O uso de joias por baixo da roupa à prova de fogo necessária, pode reduzir a proteção oferecida por este equipamento.”

“Objetos metálicos, como joias, durante a competição pode dificultar tanto as intervenções médicas quanto o diagnóstico e tratamento subsequentes, caso seja necessário após um acidente.”

“A presença de joias pode retardar a retirada emergencial de equipamentos de segurança do piloto como capacete, balaclava e macacão, pelo risco de ‘enroscar’.

“No caso em que um exame de imagem médica seja necessário para informar o diagnóstico após um acidente, a presença de joias no corpo pode causar complicações e atrasos significativos.”

“Na pior das hipóteses, a presença de joias pode causar mais danos. Joias dentro e/ou ao redor das vias aéreas podem representar riscos adicionais específicos, caso sejam desalojadas durante um acidente e ingeridas ou inaladas”, conclui.

 

 

 

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