O ex-chefe da F1, Bernie Ecclestone, apoiou a decisão da FIA de permitir que pilotos russos e bielorrussos continuem a competir no automobilismo.
A FIA realizou uma reunião extraordinária do Conselho Mundial de Automobilismo na terça-feira, tendo sido forçada a agir depois que o Comitê Olímpico Internacional, que reconhece plenamente a FIA desde 2013, instou os órgãos dirigentes de seus esportes reconhecidos, a proibir todos os russos e bielorrussos de participar eventos internacionais.
Essa reação foi por causa da invasão em larga escala da Rússia sobre a Ucrânia, que foi comandada pelo presidente russo, Vladimir Putin.
Apesar dos pedidos de banimentos da Federação Ucraniana de Automobilismo e ações semelhantes tomadas em outros esportes, a FIA decidiu permitir que competidores russos e bielorrussos continuem participando sob uma bandeira neutra, desde que estejam alinhados com sua postura de neutralidade política.
Desde então, o Motorsport UK deu um passo adiante para proibir os titulares de licenças russas e bielorrussas, de competirem em eventos no Reino Unido, o que significa que o piloto da Haas, Nikita Mazepin, não correrá no GP da Inglaterra, caso continue na equipe Haas.
Falando à PA, Ecclestone afirmou: “Foi absolutamente a decisão certa da FIA. Há tantas coisas sendo acordadas pelo mundo sobre este conflito entre a Rússia e a Ucrânia. Mas eu não acho que alguém tenha realmente pensado nisso.”
“Se há um piloto russo na F1, o que isso tem a ver com a Rússia travando uma guerra? Não há nenhuma relação. Os atletas russos não têm nada a ver com esse conflito. Eles não fazem parte disso, e nunca fizeram parte disso. Acontece que eles são russos”, disse ele.
A F1 reagiu rapidamente à escalada de tensão na fronteira russo-ucrânia quando os combates começaram em 24 de fevereiro, com a categoria se unindo para decidir sobre o cancelamento do GP da Rússia.
Mas Ecclestone, que fez o acordo com Putin para a F1 visitar Sochi pela primeira vez em 2014, questionou a decisão.
“O Grupo da Fórmula 1 decidiu que era a coisa certa a fazer cancelar a corrida, mas se isso era a coisa certa a fazer eu não sei? Não há guerra na Rússia”, disse ele.
“A FIA confirmou que foi cancelado, porque o Grupo de Fórmula 1 o cancelou. Se ninguém falasse em cancelar a corrida, tenho certeza que a FIA não teria feito nada.”
“Ele (Putin) provavelmente não está feliz com o que está acontecendo, mas com todas essas coisas acontecendo, e ele sendo considerado um criminoso e com o mundo contra ele, não acho que ele se importaria muito com uma corrida de Fórmula 1”, acrescentou.
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