A FIA delineou quatro grandes mudanças nos regulamentos técnicos para 2023 em sua tentativa de reduzir e, eventualmente, eliminar o ‘porpoising’ da Fórmula 1.
O fenômeno retornou à F1 este ano, principalmente devido às regras de efeito-solo, mas também a natureza mais rígida dos carros 2022 contribuiu bastante.
A FIA delineou medidas de segurança de curto prazo no Canadá, incluindo uma medição da oscilação vertical, através de uma Diretiva Técnica.
Essa diretiva deve ser introduzida após as férias da Fórmula 1, no Grande Prêmio da Bélgica.
O Comitê Consultivo Técnico, composto pela FIA, Fórmula 1 e os dez diretores técnicos das equipes, se reuniu na quinta-feira para discutir o assunto.
Foi destacado que, embora o problema tenha sido reduzido nas últimas corridas, os eventos ocorreram em circuitos onde já se esperava que o efeito fosse menor do que o normal.
Também foi destacado que essa nova métrica estará disponível no GP da França, para que as equipes aprendam sobre as implicações na configuração dos carros.
A FIA destacou ainda que, enquanto as equipes estão entendendo como controlar o problema, há o receio de que ele possa piorar novamente em 2023, à medida que mais downforce será desbloqueado.
Por esse motivo, serão feitas alterações nos regulamentos de 2023:
– Uma elevação de 25 mm das bordas do assoalho.
– Um aumento da abertura do difusor sob o assoalho.
– A introdução de testes mais rigorosos de deflexão lateral do assoalho.
– A introdução de um sensor mais preciso para ajudar a quantificar a oscilação aerodinâmica.
Também foi definido que medidas mais rigorosas serão adotadas quanto ao ‘santo antonio’ dos carros de F1 a partir de 2023, após o acidente de Zhou Guanyu em Silverstone.
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