A Ferrari afirmou que a transmissão de suas mensagens de rádio durante o GP da França, deu aos espectadores uma impressão incorreta da discussão em torno da estratégia de Carlos Sainz.
Durante a cobertura televisiva ao vivo, os telespectadores ouviram uma mensagem na qual Sainz recusou uma instrução do engenheiro de corrida Riccardo Adami, para fazer seu segundo pit stop. Foi transmitido enquanto imagens eram mostradas de Sainz ultrapassando Sergio Perez para o terceiro lugar.
Foi destacado pela Ferrari, que a mensagem de rádio não foi colocada ao vivo e, como resultado, o atraso deu aos espectadores uma impressão enganosa de que eles disseram a Sainz para parar, enquanto ele ultrapassava Perez.
“A forma como a produção televisiva fornece os dados aos espectadores tem um atraso”, disse o chefe de estratégia de corrida da equipe, Inaki Rueda, em um vídeo divulgado pela equipe.
“Neste caso, você viu Perez e Carlos disputando a posição na volta 41. Estávamos conversando com Carlos. Vimos que Carlos não conseguiu ultrapassar Perez na reta e, na curva 10, chamamos ele.”
“Claro, ele estava lutando com Perez, ele pensou que o passaria na volta seguinte. E é por isso que ele decidiu dizer: ‘Por favor, não vou entrar nesta volta’. Agora, você estava assistindo à televisão ao vivo, e aquela mensagem do rádio veio no feed na TV na curva 15, logo após a entrada do box, o que não faria sentido, porque chamaríamos o pilotos tão tarde que ele não poderia realmente reagir à nossa mensagem?”
O último pit stop de Sainz o jogou de terceiro para oitavo, e ele só conseguiu se recuperar para o quinto lugar no final, levando a alegações de que a Ferrari havia cometido um erro tático.
Mas Rueda disse que um segundo pit stop para Sainz sempre seria necessário, já que os pneus de composto médio que ele colocou durante o período do Safety Car não durariam até o final da corrida.
“A expectativa de vida do pneu é de cerca de 25 voltas, e esse stint após o Safety Car exigia um stint de 35 voltas. Então, teríamos ficado 10 voltas sem pneus. Nestes casos, quando um piloto ultrapassa a expectativa de vida do composto, ele tem que cuidar daquele pneu, ele tem que ir muito devagar, caso contrário corre o risco de ter um furo ou estouro do pneu, o que é potencialmente muito perigoso porque você com certeza acabará com o carro na barreira de proteção”, concluiu.
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