F1: Wurz defende pista de Madri após críticas ao primeiro GP

A primeira corrida da Fórmula 1 no novo circuito de Madri, gerou muitas críticas pela falta de disputas e ultrapassagens na pista, mas Alexander Wurz pediu uma análise mais ampla sobre o projeto do Madring. Para o chefe da Associação dos Pilotos de Grandes Prêmios (GPDA), um circuito urbano precisa lidar com diversas limitações que não aparecem em um simples desenho.

O GP da Espanha teve poucas disputas roda a roda ao longo das 57 voltas, algo que também foi observado nas categorias de base. Wurz reconheceu que existem pontos do traçado que podem ser aprimorados, mas ressaltou que a construção de uma pista envolve restrições de engenharia, segurança, orçamento e infraestrutura.

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“Projetar uma pista não é simplesmente desenhar algumas linhas em uma folha A3, A4 ou em um programa CAD”, afirmou Wurz ao podcast Sky F1. Segundo ele, o projeto precisa considerar características do terreno, condições do solo, limites das propriedades, regras de segurança contra incêndio, circulação do público e posicionamento dos fiscais.

Alexander Wurz
Foto: Leonardo Marson

O ex-piloto de F1 também ressaltou as limitações específicas do Madring, já que metade do circuito passa pelo centro de exposições de Madri. Para Wurz, isso ajuda a explicar algumas das curvas de 90 graus que receberam críticas: “Não podemos pedir ao promotor que mude individualmente os espaços de exposição, isso seria demais”, acrescentou.

Apesar das ressalvas, Wurz acredita que existem oportunidades para melhorar o traçado no futuro. Ele apontou principalmente uma área localizada do outro lado da rodovia, onde havia terreno disponível, e aparentemente, menos restrições topográficas.

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O chefe da GPDA destacou ainda a já famosa curva inclinada, ‘La Monumental’, como um exemplo de bom aproveitamento do terreno: “Eles fizeram um uso perfeito do terreno com aquela curva inclinada”, encerrou Wurz.