F1: Wolff responde críticas de Brown sobre equipes B

Toto Wolff saiu em defesa do atual modelo de equipes clientes na Fórmula 1, e reagiu às críticas de Zak Brown sobre estruturas com propriedade compartilhada. O chefe da Mercedes afirmou que a categoria precisa de regras mais bem definidas para colaboração entre equipes, mas alertou que medidas extremas poderiam prejudicar a participação de times menores no grid.

O tema voltou ao debate após Brown intensificar sua campanha contra as chamadas equipes A e B. O CEO da McLaren tem questionado há tempos situações como a da Red Bull, que controla tanto a Red Bull Racing quanto a Racing Bulls, e recentemente levou suas preocupações diretamente ao presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem.

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Entre os argumentos apresentados por Brown, está a transferência imediata de Laurent Mekies da Racing Bulls para a Red Bull Racing, após a saída de Christian Horner em julho de 2025. O executivo destacou que profissionais em cargos de liderança, normalmente cumprem um período de afastamento antes de assumir funções em outras equipes algo que não ocorreu naquele caso.

Ao comentar o assunto, Wolff afirmou compreender os diferentes pontos de vista existentes. Segundo ele, equipes clientes desempenharam um papel importante para a sobrevivência e expansão da Fórmula 1, especialmente em uma época em que os custos de participação eram muito mais elevados.

“Gene Haas não teria conseguido entrar na Fórmula 1 se não tivesse um acordo com a Ferrari, porque uma equipe menor simplesmente não consegue fabricar seu próprio motor, seu câmbio, seus sistemas hidráulicos e de refrigeração”, afirmou o dirigente da Mercedes. Para ele, esse tipo de parceria representava uma solução eficiente em um período anterior ao teto orçamentário.

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Wolff reconheceu, porém, que os questionamentos levantados por Brown têm fundamento em alguns aspectos. O austríaco observou que concorrentes podem legitimamente, se perguntar se existe alguma vantagem quando equipes compartilham estruturas ou movimentam profissionais entre si.

Zak Brown (USA) McLaren Executive Director.
Foto: XPB Images

“É um argumento justo quando outra equipe pergunta se existe uma vantagem ao transferir pessoas de um lado para o outro. Isso ainda pode acontecer”. Ele continuou, dizendo que em situações de propriedade compartilhada, benefícios acabam surgindo em diversas áreas, mesmo que a maioria deles esteja dentro das regras atuais.

O chefe da Mercedes também mencionou um episódio ocorrido em Miami, quando uma ultrapassagem gerou questionamentos sobre a relação entre equipes ligadas ao mesmo grupo, mais uma vez entre pilotos da Red Bull Racing e da Racing Bulls: “Tivemos uma corrida em Miami em que houve uma ultrapassagem facilitada. Isso teria acontecido entre equipes que não estivessem sob o mesmo controle? Talvez sim, talvez não”, acrescentou.

Apesar disso, Wolff não acredita que a solução seja proibir equipes clientes ou exigir que todos os times produzam integralmente seus componentes: “Precisamos de regras que definam de forma ainda mais clara o que é permitido e o que não é permitido. Se exigirmos que todos construam seus próprios motores, câmbios e outras peças, isso seria um cenário ideal, mas como uma equipe relativamente pequena como a Haas faria isso hoje? Não é possível”, finalizou o chefe da Mercedes.