F1: Wolff relembra perda de Niki Lauda

O chefe da Mercedes, Toto Wolff, falou sobre como se adaptou à vida na Fórmula 1 sem o amigo e colega na Mercedes, Niki Lauda.

Lauda, tricampeão de F1, faleceu em maio de 2019, após vários meses de problemas de saúde decorrentes das gravíssimas lesões pulmonares, que sofreu em seu acidente que mudou sua vida em Nurburgring em 1976.

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Na Mercedes F1, Lauda exerceu o cargo de presidente não executivo, e trabalhou em estreita colaboração com Wolff ao longo dos anos, desde a chegada de Wolff em 2013, e os dois se tornaram grandes amigos pessoais, além de sua relação de trabalho.

Wolff ficou arrasado após a morte de Lauda em 2019, e recentemente explicou como se tornou mais introvertido nos finais de semana de corrida por estar sem seu amigo.

“Acima de tudo, sinto falta dele como amigo”, disse Wolff a Tom Clarkson no podcast ‘Beyond the Grid’, quando perguntado sobre o impacto da morte de Lauda na equipe Mercedes.

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“Passamos muito tempo juntos, viajando para todas as corridas, todos os jantares nos finais de semana de corrida, nos reunimos e discutimos o que havia acontecido durante o dia ou assuntos familiares.”

“E aquele amigo se foi. É como se uma parte de todo o meu ser na Fórmula 1 estivesse faltando. E eu tive que recalibrar, mas há noites em que não sinto vontade de conhecer mais ninguém, ou ir a eventos onde eu sabia que seria uma noite em que eu me sentaria com Niki em uma mesa e daria risada”, afirmou Wolff.

O chefe da Mercedes continuou, e afirmou que os finais de semana de corrida podem ser dias solitários para ele.

“Quando não estou com Susie (Wolff, esposa de Toto) nas corridas, ou algum amigo, pode ser um momento bastante solitário porque não quero conversa fiada”, disse ele. “Quero deixar minha equipe em paz, deixar que tenham suas confraternizações porque, quando estou lá, talvez seja mais estressante”, acrescentou.

Com o desempenho da Mercedes sendo fraco em 2022, principalmente na primeira metade do ano, enquanto a equipe de Brackley inicialmente lutava para se adaptar aos novos regulamentos, Wolff acredita que Lauda teria gostado do desafio de tentar trazer a equipe de volta ao topo.

“Ele amaria. Quando as coisas eram muito fáceis, ele ficava entediado”, disse Wolff. “Ele era muito bom em simplificar as coisas, e dizia: “Você está pensando demais nisso’. Tem que se resumir a uma única solução, e isso é algo que aprendi com ele às vezes a não pensar demais.”

Recentemente, a Mercedes anunciou uma avenida rebatizada dentro de seu campus em Brackley, com a antiga ‘Reynard Drive’, mudando para ‘Lauda Drive’, em homenagem ao falecido colega.

Wolff estava presente para a inauguração do novo nome, prestando homenagem a Lauda em uma pequena cerimônia no local, mas admitiu que o austríaco provavelmente não teria gostado da homengaem.

“Foi justo que Bradley (Lord) e a equipe de marketing tenham tido essa ideia”, disse Wolff. “Mas, no final, rimos bastante porque Niki teria ridicularizado isso: ‘O que vocês estão fazendo? Quem se importa, afinal?’ Havia bastante gente quando fizemos a homenagem, e Niki teria dito: ‘Por que vocês não estão trabalhando?’, então foi uma boa maneira de lembrar de Niki e como ele era”, concluiu Wolff.

 

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